sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

É na imperfeição que está o belo




Quase simétrico. Ou, de acordo com algumas teorias, quase perfeito.

No entanto, e ao que julgo saber, a simetria não é apanágio do universo, começando desde logo pelo corpo humano. Continuando pelo formato dos astros e os seus movimentos absolutos ou relativos.

A simetria, tal como o equilíbrio, mais não são que invenções do bicho homem, numa tentativa de imitar um qualquer divino. Mas errando.

Que se esse tal de divino e ser perfeito tivesse querido criar o equilíbrio e a simetria, tê-lo-ia feito. E, por aquilo que sabemos, não fez.

Ao contrário, aquilo que existe é um continuo desequilíbrio, uma ligeira assimetria, cuja conjugação permite a continua mudança, a eterna evolução. Quer aqui na terra como nos céus.

O problema é que nós, no minúsculo que somos no todo, tudo vemos e aquilatamos à nossa escala. Quão arrogantes somos, em querermos ser mais que o todo!

Que bela é a assimetria e que harmonioso é o desequilíbrio, de onde viemos e para onde iremos.

 

Pentax K7, Sigma 70-300


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