Quase simétrico. Ou, de acordo com algumas teorias, quase
perfeito.
No entanto, e ao que julgo saber, a simetria não é apanágio
do universo, começando desde logo pelo corpo humano. Continuando pelo formato
dos astros e os seus movimentos absolutos ou relativos.
A simetria, tal como o equilíbrio, mais não são que
invenções do bicho homem, numa tentativa de imitar um qualquer divino. Mas errando.
Que se esse tal de divino e ser perfeito tivesse querido
criar o equilíbrio e a simetria, tê-lo-ia feito. E, por aquilo que sabemos, não
fez.
Ao contrário, aquilo que existe é um continuo desequilíbrio,
uma ligeira assimetria, cuja conjugação permite a continua mudança, a eterna
evolução. Quer aqui na terra como nos céus.
O problema é que nós, no minúsculo que somos no todo, tudo
vemos e aquilatamos à nossa escala. Quão arrogantes somos, em querermos ser
mais que o todo!
Que bela é a assimetria e que harmonioso é o desequilíbrio,
de onde viemos e para onde iremos.
Pentax K7, Sigma 70-300
By me


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