De súbito lembrei-me dos velhos filmes do oeste americano,
com pistolas, bandidos e heróis.
Neles, os vilões cobiçam a terra de famílias de fazendeiros,
porque tem água e erva verde, e tudo fazem para ficar com ela. Incluindo contratar
brutamontes para agredir os fazendeiros que não querem vender.
Claro que entretanto surge o herói que repõe a normalidade,
quer com pistolas, quer com astúcia.
Estes filmes fazem parte da memória de muitos de nós. E a
reposição final da justiça funcionava, para além do entretenimento, como que
uma sublimação das injustiças da vida: um final feliz.
Hoje as pradarias verdejantes estão cobertas de gelo ou de
florestas quase virgens. E o criador de gado vai, aos poucos, apropriando-se do
que quer usando os brutamontes armados para fazer seu trabalho sujo.
Talvez mera coincidência o facto de tanto a ficção
cinematográfica como a dolorosa realidade actual terem como cenário e
protagonistas os eua.
Volta Trinitá! Mas, tal como o Arnol, salta da tela para a realidade
e arruma com os bandidos. Mas trás a winchester do Wayne, que a coisa não vai
lá só com uns valentes murros nos maus.
Imagem roubada da net
By me


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