quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Piada com pão



Confesso que é daquelas a que não resisto. Velha como a Sé de Braga mas, para muitos, novinha em folha.
Em entrando no café aqui da rua para comprar pão, diz-me uma empregada que já me conhece:
“É café?”
Como resposta:
“Quem? Eu? Não! Sou mesmo uma pessoa. Mas o que eu quero é uma bica cheia e duas bolinhas, por favor.”

Fica ela a olhar p’ra mim, ficam os demais clientes, que me viram entrar a coxear, a olhar p’ra mim, um sorriso colectivo, e eu lá bebo o meu cafezinho, pago e saio. Com a câmara dependurada no ombro, o meu pão quentinho no saco e a satisfação de já ter feito sorrir alguém ainda de madrugada.

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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Dezembro



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Dezembro



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Recordo ter ouvido há dias uma notícia onde nos era contado ser Portugal o país europeu com a comunicação social mais isenta.

Só não recordo qual prémio que a notícia obteve nesse concurso de anedotas.

Ouvido por aí



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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

As primeiras



É frequente as primeiras impressões serem erradas.
Ou porque temos este ou aquele preconceito sobre este ou aquele detalhe, ou porque nesse dia estamos menos bem-dispostos, ou porque nesse primeiro dia essa pessoa está menos bem disposta, ou porque…
Confesso que não gosto de agir com base nessas primeiras impressões. Exactamente porque podem estar erradas.

Mas no caso desta pessoa, com a qual vou mesmo passar a ter que conviver durante uns anos, a primeira impressão só se tem vindo a confirmar. Ou, pior, reforçar-se.

Um destes dias…

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Dinheiro



A dar fé nas diversas teorias, o dinheiro é o equivalente dos diversos valores.
Uma hora de trabalho vale tanto dinheiro, uma peça de horticultura vale tanto dinheiro, um pedaço de terra ou um edifício vale tanto dinheiro.
E é tanto verdade que o dinheiro é uma equivalência entre diversos valores que até as partes do corpo humanos têm cotação em dinheiro: em havendo um acidente ou um atentado com perda de um membro, ele vale tanto dinheiro, tal como a visão, ou a fala ou mesmo o órgão sexual. O corpo humano tem uma tabela de valores em dinheiro.
Mas esta equivalência foi bem mais longe: atribuíram valores ao que não existe. São os chamados “danos não patrimoniais”. O medo de repetir uma certa ocorrência vale tanto dinheiro, a insónia devido a um desacato vale tanto dinheiro, até o desgosto de perder um parente num acidente vale tanto dinheiro.

No entanto, raios me partam se os meus sentimentos valem dinheiro. Amores e desamores, frustrações e expectativas, lágrimas e sorrisos não se substituem por um dado valor em dinheiro. Seja ele qual for.
Nem mesmo para comprar bebida para afogar as mágoas, que elas sabem nadar.

Acredito, no fundo do meu ser, que se excluíssemos o dinheiro e os valores de equivalência da civilização acabaríamos em poucas gerações com boa parte dos males que hoje nos afectam.

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Dezembro



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E quando me perguntam se prefiro um problema redondo ou um problema bicudo, nada tenho que me enganar:
Claro que prefiro os bicudos!

É que, mesmo que sejam afiados e muitos, os bicudos ainda têm ponta por onde se lhes pegue. Agora os redondos…

Dezembro



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