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sábado, 15 de fevereiro de 2014

Num canto



Por muito que tentemos, ela acaba sempre por vencer. A Natureza.
Quer seja com um tsumani, com uma super nova ou num canto esconso e aparentemente estéril de uma linha de caminho-de-ferro.


By me

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O acidente




Curioso mesmo é não ter ouvido nem lido em parte alguma a propósito deste acidente ferroviário.
Os media andam a falhar, na sua tentativa de fazer jorrar o sangue pelas pantalhas, páginas e altifalantes, com aquele vermelho saturado que há-de ofuscar os sacrifícios e lutas dos portugueses.

By me

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

As bolas




Há coisas que me intrigam, e esta é uma delas.
Por que raio, com intervalo de dois ou três dias, aparecem na mesma estação de caminho-de-ferro três bolas caídas na linha?
Haverá gente assim tão chateada com a bola? Nem eu atinjo esse nível!
Haverá quem tenha chutos tão potentes assim? Nem o Eusébio o conseguiu!
Que raio!

Texto e imagem: by me

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Tampa



Tenho visto muita coisa caída nas linhas de caminho de ferro. Haverá, certamente, quem pense tratar-se um bom aterro sanitário.
Mas confesso que nunca esperaria vir a encontrar a tampa de um gravador VHS.

By me

sábado, 14 de maio de 2011

Já foste



Já foste orgulho, já exibiste, já foste toillete.
Agora…

By me

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Limpeza...



... ferroviária?

By me

domingo, 24 de abril de 2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Conservas na linha



De uma forma ou de outra, creio que todos aqueles que fizeram o velho “Inter Raill” têm estórias para contar. Eu não sou excepção.

A uma semana de terminarem as férias, no meio de França, fiquei sem 100 Francos. Não sei se perdidos se roubados. Certo é que eram o que eu usaria para o tempo que me restava, pelo que fiquei naquilo a que se pode chamar “estado de penúria”.
Rumei a Paris, verifiquei o que havia de composições regionais que me levassem de regresso a casa (os expresso estavam fora de questão, que implicavam suplementos), paguei o que haveria de pagar para o meio bilhete do território Português, abasteci-me de tabaco para os três dias de viagem que se anteviam e, dos trocos sobrantes, ataquei a máquina dos chocolates. Três dias com esta dieta não será o mais recomendável, mas quem pensa nisso nessas circunstâncias?
E lá fui, em composições ronceiras e lentas, atravessando meia França e Espanha sob o sob abrasador finais de Julho, que então ar condicionado só para primeira classe.
Pela tardinha do segundo dia surge o enésimo revisor que, meio a sorrir, meio de cara séria, nos informou que não poderíamos seguir para Lisboa, que os comboios portugueses estavam de greve. Imagine-se como fiquei, sem dinheiro ou comida, na perspectiva de ficar a meio da noite na fronteira e sem saber como ou quando haveria de chegar a Lisboa.
Mas pior que eu estava uma mocinha que conhecera nos entretantos: da minha idade, mais coisa, menos coisa, era Cabo-verdiana e não falava nada de português ou Castelhano. Apenas Criolo e um pouco de Francês. Foi nessa língua que lhe expliquei a situação e foi nessa língua que lhe afirmei que alguma coisa se haveria de resolver. (Nada enche mais o ego de alguém aflito que ajudar quem estiver ainda mais aflito!)
Cruzámos a fronteira a pé, nós dois e mais as muitas dezenas de viajantes nas mesmas condições e, já na estação portuguesa, fomos informados, no meio de grande confusão, que pelas quatro da manhã haveria de chegar o Sud Express vindo de Paris, para o qual haveria camionetas para Lisboa e Porto. Se quiséssemos esperar…
Claro que esperámos, mas o problema era mesmo a fome, que para comer já nada havia. Ainda tentei trocar as poucas moedas francesas que me sobravam, mas só aceitavam notas.
Recorri então aos trocos portugueses, guardei a bom recato o necessário para o autocarro em Lisboa, e do restante tratei de providenciar um jantar para dois.
Num tasco, aberto toda a noite, comprei uma lata de sardinhas e um pacote de bolachas, torradas se a memória me não falha. Tudo regado com água de um fontanário, daqueles de latão e torneira como já vão sendo raros de encontrar, e bebido no púcaro de alumínio que me ia fazendo as vezes copo. No final, o mesmo púcaro serviu para fazer chá, que disso ainda tinha na mochila, fervido no fogão que trazia.
Garanto que nenhum mestre Groumet dos tempos de hoje nos poderia ter satisfeito tanto quanto aquele jantar, sob as estrelas e as espaçadas luzes de um minúsculo jardim lá existente.
À hora prevista, com os atrasos normais dos Tugas, lá embarcámos nas camionetas e, meio a dormir meio acordados, chegámos a Lisboa, onde a entreguei, lavada em lágrimas, à tia que em Santa Apolónia a esperava, igualmente de cara molhada (há trinta e tal anos não havia telemóveis, ok?).

Terá este resto de lata de conservas uma estória parecida?

Texto e imagem: by me

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A rodinha



Imagine-se o que terá sofrido o ex-dono/a desta rodinha ao constatar, em descendo da carruagem a uns valentes quilómetros de distância, que a perdeu da mala de viagem.

By me

sábado, 20 de novembro de 2010

A lente que me falta



Então e… valeu a pena baldares-te mais cedo? Gostaste da exposição? – Perguntaram-me.

Olha, sabes, nem sei bem! Para já, demasiada “vernissage” para o meu gosto: gente aos montes num belo de um estúdio, que mais parecia ali estar para conviver que para ver e desfrutar das fotografias ali expostas. Mas é o que acontece com todas as exposições no dia em que são patentes ao público. Problema meu.
Quanto às fotografias, começou por ser uma surpresa a forma como estavam, aparentemente, espalhadas pela parede. Apenas coladas na parede branca, sem que alguma tivesse moldura. Provavelmente, pensei então, toda a parede é a moldura, rasgada aqui a e ali para nos deixar ver o que está por sob o passe partout. E, sendo que estas coisas não acontecem por acaso (e mesmo o acaso não acontece por sua causa), alguma ordem teria que ali haver. Uma linha de leitura, uma coesão entre elas, senão entre todas, pelo menos entre cada uma e a antecedente e a que se lhe sucedia.
Foi aqui que gastei boa parte do meu tempo: tentando encontrar essa coerência, uma linha me guiasse a algo. E, tenho que admitir, não a encontrei no seu todo. Fragmentado ainda soube ver alguns sub-grupos, mas não no todo.
Quanto às imagens de per si, algumas (não muitas, mas algumas) conseguiram prender-me a atenção. Recordo uma mocinha a fotografar em cima de um banco de pedra, um fragmento de mão com um grande anel e unhas pintadas, um pássaro morto e esparramado sobre um fundo colorido, uma figura andrógina repetida…
Mas o que me custou foi não ter conseguido gostar de nenhuma em particular nem pela luz, nem pela composição, nem pela impressão. Sob estes pontos de vista, diria eu, que o conjunto me pareceu ser tão amorfo que não me mereceria uma segunda olhada, não fora estarem inseridas naquele trabalho em particular.
Agora se gostei do que vi? Não sei! Nos tempos que correm, novas linhas de fazer e ver fotografia se vão criando. A experiência é a mãe do sucesso e, ao experimentar-se, novas coisas vão surgindo. Talvez que o defeito seja meu, gostando como gosto de alguns dos clássicos, formatado que estou na obrigatoriedade profissional de comunicar com imagens. Gosto de ver as paletes de luz e cor, mesmo que em monocromático, razoavelmente definidas, com contraste, mesmo que usando só três faixas do Zone Sistem, gosto de sentir o equilíbrio, mesmo quando desequilibrado, gosto de olhar para uma imagem e sentir qualquer coisa. Não foi o que ali aconteceu.
Mas talvez que o defeito seja meu e tenha perdido, algures na minha viagem p’lo tempo, uma lente e não saiba ou não consiga ver o que de novo se vai criando.

E voltarias a outra semelhante?

Claro que sim! Quanto mais não seja, para aprender a ver e gostar do que se vai produzindo de novo, por cá e não só!



Texto e imagem: by me
(Propositadamente, este texto foi escrito à revelia do novo acordo ortográfico)

sábado, 18 de setembro de 2010

Ao vento


Entendo que tivesse sido deitado fora.
Lamento que tivesse sido escrito:

“Vagar cabeça levantada
Eu penso 1º em mim
Altivez o desprezo pelo inúteis
Sereno sensual assertivo
Sedutor”

O que irá na cabeça deste jovem?


By me

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Um pequeno drama


Tão pequena quanto o seu dono/a, tão gritante nesta aridez pedregosa quanto ela/e ao sentir-se dela privado/a.
Imagine-se o que terá sentido o pai ou mãe que levava a criança quando, ao subir para o comboio, deixou cair a chucha na linha.
Em jeito de exercício, imagine-se também o que terá sido o ambiente naquela carruagem até que adulto e infante tenham saído em busca do supermercado ou farmácia mais próxima.
Um desejo sobre uma estória a que não assisti: que o petiz fosse a dormir o tempo todo.

Texto e imagem: by me

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A bola


Nunca, nos meus tempos de catraio, ficaria uma bola abandonada na linha.
Ou cairia num poço, de onde não a pudéssemos recuperar nem com balde, ou seria levada por um polícia de maus fígados ou seria chutada e defendida até rebentar de vez.
Agora, ainda cheia de ar, deixada como coisa velha e sem préstimo na linha de caminho de ferro, isso nunca!

By me

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Dúvida


Pergunto-me como terá sido a viagem ferroviária do dono/a deste chinelo, que o deixou cair ao embarcar para o comboio.

By me

domingo, 1 de agosto de 2010

segunda-feira, 5 de julho de 2010

E quando falam em calor...


... não brincam!



By me

"Tampinhas"


Na linha



By me

domingo, 4 de julho de 2010

Dúvidas?


Nenhuma!
Uma esferográfica, mastigada no topo e na tampa, atirada negligentemente para linha de comboio, só pode ter um significado: acabaram as aulas e os exames.
Para o ano, logo se compra outra, igual ou mais na moda.

Texto e imagem: by me

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A garrafa


E como sabemos nós que o verão chegou para ficar e que as temperaturas e graus de humidade estão em consonância com a estação?
Fácil! Basta constatar o número de garrafas de água que se vão acumulando nos lixos e, também, sobre a brita e dormentes das linhas de caminho de ferro.

Texto e imagem: By me

sexta-feira, 11 de junho de 2010