Qualquer um que use uma câmara fotográfica digital sabe que
um dos parâmetros que pode ajustar em seu proveito é o “ISO”.
Sabe que corresponde à sensibilidade da câmara e que pode
ser aumentado ou diminuído. Coisa que não sucede com a película, excepto em circunstâncias
especiais e com consequências na qualidade da imagem.
Aquilo que a maioria desconhece é que nem sempre se usou
esta escala.
Sendo que é uma evolução de “ASA”, significa o mesmo e é
obtido de forma muito equivalente. Mas não era a única.
Os que começaram a fotografar em película talvez se recordem
de um outro nome para a classificação da sensibilidade: “DIN”. E com valores
distintos e por vezes confusos. Que se a escala ISO/ASA é uma escala
aritmética, já a escala DIN é logarítmica, menos fácil de entender. O padrão ou
escala ASA é de origem Norte Americana, tendo-se imposto nesse mercado tal como
no europeu e no japonês. Já o padrão ou escala DIN é de origem Alemã e poucos
fabricantes a usavam.
Mas não foram as únicas ao longos dos tempos. Cada país ou
círculo industrial usava a sua: Weston no Reino Unido, Gost na Rússia, e até
dois padrões diferentes com o mesmo nome (Scheiner), um na Alemanha, outro nos
EUA, existentes assim porque as unidades métricas usadas localmente são
diferentes.
Uma confusão como se imagina! Levando a que os fotógrafos
usassem tabelas de conversão e a que os fabricantes de equipamentos pelo menos
duplicassem a indicação das escalas usadas. Vejam-se as câmaras fotográficas
SLR com fotómetro e mostrando os valores em ASA e DIN.
Vem isto a propósito de “me ter caído no colo” este
lindíssimo fotómetro.
De marca Bertram modelo Chronostar, fabricado na Alemanha é
datado de 1950. Foi concebido com o diâmetro de um relógio de bolso e para
assim ser usado, no colete. Com tampa e tudo. Claro que, sendo a sua célula de
selénio, está hoje irremediavelmente não funcional como seria de esperar.
Mas o que torna este aparelho fora de série, para além do
formato e da sua beleza, é que contém na sua régua de cálculo de exposição
todas as escalas de sensibilidade em vigor então: ASA, DIN, Weston e Scheiner
(suponho que a versão alemã). Prima pela ausência o padrão soviético (Gost),
mas nos anos ’50 já os blocos existiam e não se contaria vender para o bloco de
leste. Ou usar material foto sensível com essa origem. Uma jogada de mestre no
mundo que começava a ser global.
Irá este aparelhinho que cabe na palma da mão para lugar de
destaque na minha coleção, para juntar a outras peças pouco comuns que por cá
tenho.
Porque se a fotografia é a escrita da luz, temos que saber
dosear a “tinta”.
Pentax K1 mkII, smc Pentax-M 100 1:4
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