sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Sob a influência de Miró



Constato, olhando para a história, que há seis anos que não viajo até Barcelona.
E constato, olhando para mim e para o que tenho feito, que já é muito tempo.
E eu explico:
A cidade de Barcelona é particularmente rica do ponto de vista cultural. Teatro, música, pintura, escultura, fotografia… É difícil ir a esta cidade e não poder visitar uma boa meia-dúzia de exposições de fotografia pelo menos. Seja em que altura do ano for.
Mas o que sinto falta não é apenas disso.
Um dos locais de romaria que tenho, em lá indo, é a Fundação Juan Miró. Nela estão expostas boa parte das suas obras, bem como a de outros artistas. Alguns em permanência, outros em exposições temporárias.
Garanto que ver o que lá se expõe me fornece material interior para o meu próprio trabalho, mesmo que os meios e suportes sejam tão diferentes.
São as emoções, a complexidade ou o minimalismo como são expressas, que me fornecem pistas que, de algum modo, alimentam o meu olhar e orientam o como exprimo o que sinto em face do que vejo ou imagino.
Dir-me-ão alguns que por cá também há bons trabalhos e exposições que poderão fazer o mesmo efeito. Não o nego e já o tenho sentido.
Mas talvez que seja todo o ar que por lá se respira, o facto de estar deslocado e sem raízes no local, a própria língua ou línguas ali ouvidas, a luz, a comida…

Sinto falta de Barcelona e de fotografar sob a influência de Miró!

By me

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