segunda-feira, 27 de julho de 2026

Entre gente




Pentax K7, Super Multi- Coated Takumar 35 1:3,5


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domingo, 26 de julho de 2026

Frases




Recentemente veio parar-me às mãos este aparelho.

Já tens uns anitos (1968) mas, segundo o actual dono, pertencia ao sogro e este cuidava do equipamento como ninguém.

Isto não me espanta se olhar para os estado de conservação, que bastava ter a caixa de origem para ser fácil imaginar que tinha saído da loja o ano passado.

Não tinha com ele o manual de utilização. Mas também não me atrapalhou, que há páginas na net que estão bem apetrechadas de manuais e demais informação relevante. Mas fazia-me falta, já que tinha alguma dificuldade em perceber no todo o seu funcionamento. Está funcional em pleno, mas pode ser confuso.

Mas o melhor de tudo está num pequeno parágrafo que quase passa despercebido:

“It should be mentioned at this stage that the Polysix-electronic cannot think for you. In the same way that a computer is helpless without the skilled interpretation of a programmer, so the Polysix-electronic will provide more precise exposure information the more skillfully you use it.”

Eu acrescentaria aqui dois elementos: a objectiva e a câmara. Não adianta ter a mais rápida e mais versátil objectiva nem a câmara mais sensível e com mais menús, se não soubermos tirar partido do que temos nas mãos.

 

Pentax K1 mkII, smc Pentax-M macro 100 1:4


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sábado, 25 de julho de 2026

Observando




Pentax K7, Super Multi Coated Takumar 35 1:3,5


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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Citando




"Tal como uma pedra fosforescente que emite brilho quando colocada na escuridão e ao ser exposta à luz do dia perde todo o seu fascínio de joia preciosa, também o belo perde a sua existência se lhe suprimirmos os efeitos da sombra."

in "O elogio da sombra", by Junichiro Tanizaki

 

Pentax K1 mkII, smc Pentax-M macro 100 1:4

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sábado, 18 de julho de 2026

Dificuldades


 


I could stop taking photos.

But I'm not a quitter.

 

Pentax K7, Sigma 70-300


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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Just for the fun




Pentax K7, Sigma 70-300


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Liberdade




O conceito de liberdade é tão relativo que fiquei sem palavras quando, em ’82 e em Málaga, perguntei a um jovem licenciado em medicina se o seu país, Argentina, era um país livre e ele me disse:

“Sim, claro. Podemos sair à rua à noite e tudo.”

Nunca mais encarei a liberdade da mesma forma.

 

Pentax K7, smc Pentax-M 50 1:1,7


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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Imitando




Se fosse de dia, se fosse uma lamparina e se não tivesse óculos, poderia dizer-se que estaria a fazer uma imitação de Diógenes, que assim procurava um homem honesto.

Não sendo nada disso, até porque é uma busca que já desisti de fazer, é apenas uma fotografia de noite, o estado luminoso em que se encontrava a rua na altura em que consegui terminar a reparação de uma coitada câmara que me foi pedido para fazer.

E se filosofia é, etimologicamente, a procura ou o amor ao conhecimento, então talvez eu seja um praticante, mas só talvez, que dá mesmo muito trabalho.

 

Pentax K7, Sigma 70-300


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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Color Finder




Não, isto não é uma imagem da frente e verso de um mesmo aparelho de medição de luz.

São dois fotómetros quase identicos: o mesmo fabricante, o mesmo sistema interior, o mesmo aspecto exterior, o mesmo nome. A única diferença está na parte de trás do aparelho.

Nela consta o que aqui se vê e a que o fabricante, Gossen, deu o nome de color finder.

Nos anos ’60, bem antes do digital, haveria que ter bem em conta qual a temperatura de cor existente no local. E se os profissionais, com mais poder de compra, tinham o caríssimos termocolorímetros, os amadores tinham este sistema engenhoso que, não sendo rigoroso, dava uma ideia aproximada.

Em olhando para as duas barras coloridas, uma continua, a outra dividida em pequenos quadrados, e colocando tudo isto sob a luz do assunto, um dos quadrados seria mais parecido visualmente com a outra barra. E a escala lida nos diria, mais ou menos, a temperatura de cor existente. Simples, pouco rigoroso mas bastante facilitador do trabalho.

Os sitemas electrónicos e os automatismos ou ajustes manuais de hoje não dão a mais pálida ideia do que era fotografar em côr há 60 anos.

Suponho que os aparelhos que possuiam o Color Finder seriam um pouco mais caros que os seus iguais sem tal acréscimo. E que menos se venderiam então. Por isso o não ser muito fácil de os encontrar à venda no mercado de  usados, pelo menos por cá. E fazia tempo que procurava um exemplar. Veio este agora.

O que acaba por ser interessante é que boa parte de quem vende fotómetros e que não é comerciante, é um aficionado pela fotografia ou um profissional. Indo mais longe, tenho três aparelhos que me foram vendidos por directores de fotografia que, por este ou aquele motivo decidiram “despachar” as velharias das gavetas. E, na sua maioria, ficaram mais que satisfeitos por fazer negócio com alguém que estima este tipo de equipamento, conhece o ofício e com quem pôde estar uns bons minutos de conversa sobre a actividade.

O prazer de uma coleção não está apenas na posse do que a constitui. Esse será um aspecto com menos de metade do peso. A satisfação está na caça e no encontrar das peças que se procuram e na aprendizagem que se pode obter conversando e ouvindo quem as vende. Essa é a verdadeira riqueza e não há dinheiro que a pague.

 

Pentax K1 mkII, smc Pentax-M macro 100 1:4


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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Um retrato - Inês

 



Acredito que muitos dos que usam a câmara fotográfica não entendam este prazer:

Estarem confrontados com uma situação a registar e fazê-lo com o ângulo de visão que têm disponível. Ajustando as diversas vertentes do acto fotográfico a essa objectiva. Ou, em alternativa, decidirem que querem esta ou aquela objectiva porque é a que tem as características que se desejam e colocá-la na câmara. A satisfação advém, neste caso, da decisão se verificar acertada.

Últimamente tenho andado com uma 85mm 1:1,9, numa câmara APS-C. É um ângulo de visão que se aproxima do meu natural, sendo quase uma extensão natural do meu olhar. Hoje, ao sair de casa, acrescentei ao saco, nem sei porquê, uma 35mm 1:3,5. Bingo!

Sentado na esplanada, retemperando forças da tarde longa que as minhas pernas já não são o que eram, ia contemplando a avenida, o seu movomento, as suas luzes.

Eis que fui surpreendido por uma mocinha (esta) que se sentou a uma mesa de distância mas que me surpreendeu: sentou-se de costas para a avenida e de frente para mim. Poderia ser lisonjeiro para com a minha pessoa, mas não era o caso.

E ficámos ali, eu de volta do meu bolo de chocalate, ela de volta do seu croissant, tentado cada um lidar com os pombos atrevidos que vinham pelas migalhas.

Já ela se afastava e acabámos por estar à conversa, agora partilhando mesa, sobre arte, críticos de arte, filósofos da imagem contemporânos e trocando sugestões literárias sobre os temas. Entenda-se que ela é estudante de artes nas vertentes teóricas, pelo que estes assuntos não lhe serão estranhos.

Mas não se foi embora sem me satisfazer a minha curiosidade: porque se havia sentado de costas para avenida, ao contrário de todos os demais que ali estavam. Queria ela isolar-se para poder pensar muito a sério. Não lhe perguntei sobre o quê.

Antes de levantar, o meu pedido sacramental: “Posso fazer-lhe uma fotografia?”, que anuiu.

Abençoei o momento, uns minutos antes, em que havia trocado a 85 pela 35. O trocar de objectiva é sempre um quebrar o momento do acordo tácito ou explícito com um desconhecido. Foi o que me saiu!

E para aqueles que defendem que a 35mm não serve para retrato, eis uma demonstração do seu contrário, pese embora a perspectiva próxima.

E eis também a demonstração que uma objectiva com mais de meio século completamente manual faz corar de vergonha algumas das modernas, com todos os seus automatismos e etc.

 

Pentax K7, Super Multi Coated Takumar 35 1:3,5


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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Velharias




Do ponto A ao ponto B na minha cidade natal, usando uma objectiva de 1967.

Praça de toiros do Campo Pequeno, ao cair da noite.

 

Pentax K7, Pentax Super Takumar 85 1:1,9


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Desvios




Quando, no decurso de uma viagem, encontramos indicação de desvio que nos força a tal, interpretamo-la como um incidente de percurso e continuamos, presumindo que se trata de algo inevitável mas temporário.

Mas se, na continuação dessa mesma viagem, constatamos que as placas de desvio se sucedem, erráticas e sem nexo aparente, começamos a colocar questões.

Será que embarquei na viagem certa?

Será que estou no veículo certo?

Será que chegarei a bom porto?

Será que chegarei a algum porto?

Será melhor sair nalguma escala?

Será que haverá alguma escala?

Adianta continuar numa viagem repleta de desvios e sem que saibamos que rumo temos ou mesmo se haverá rumo?

Por vezes, em viagens atribuladas e quase sem sentido, faz sentido arrear as velas, largar ancora, tomar a altura do sol, consultar o quadrante e pensar seriamente na jornada feita e naquilo que, eventualmente, teremos ainda p’la frente.

 

Nikon Coolpix P7000


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quinta-feira, 9 de julho de 2026

A bota da treta




Rígida, não caminha nem nunca caminhou. Mais ainda, apesar de amachucada, nunca foi calçada. E isto porque o seu interior, no lugar de vazio e pronto a receber um pé, é maciço, feito de loiça.

Como aliás toda ela.

Explicado num português com forte sotaque francófono, o seu vendedor da mesma cor da bota sempre me explicou que serviria, se o quiséssemos, como cinzeiro. E, como que para mo demonstrar, lá me mostrou a ranhura no calcanhar para segurar um cigarro a arder.

E, ao fim de tanto tempo com um olhar desperto para sapatos (botas, chinelos, pantufas e afins) abandonados na rua, não pude deixar de reparar que esta bota estava sozinha na banca de uma “feira” de ocasião, numa estação de caminho de ferro.

Não resisti e, não a podendo fotografar ali mesmo, comprei-a. Esta poderia não ter o par, mas não ficaria ali abandonada, no meio de tanta outra quinquilharia e artesanato senegalês.

Para minha tristeza e talvez porque sou ingénuo, mal me tinha afastado e outra ocupava o mesmo lugar.

Mas não pude deixar de dar uma gargalhada, ao constatar que também esta era do pé direito. Suponho que, por baixo da bancada, haveria um caixote cheio de botas de loiça, todas do pé direito.

E as do pé esquerdo? Onde estarão?

 

Pentax K7, Sigma 70-300


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terça-feira, 7 de julho de 2026

Um clássico




Estava de férias em Lagos.

A família regularmente alugava a mesma casinha nos limites rurais da cidade e íamo-nos espraiar de manhã e à tarde para a meia praia.

Uma ocasião vi um glorioso carro dos anos 50 estacionado na avenida marginal. Impecável, parecia acabadinho de sair da fábrica. A seu lado, uma pequena palmeira no passeio. Mais ao fundo, a muralha de pedra do porto e o céu azul.

Este conjunto sugeriu-me uma imagem a fazer, desde que com a luz no ângulo certo. Feitas as contas e olhada a bússola, seria pelo meio-dia.

Uns dias depois, tendo o céu a limpidez adequada, parti descendo a colina, carregado com a câmara, as ópticas, os filtros, o tripé… toda a parafernália. Havia que chegar ao local a tempo de apanhar o sol na posição certa.

A meio caminho sou interpelado por um casal de velhotes que caminhava em sentido inverso:

“- Olá, como está?

- Desculpem mas… conheço-vos?

- Não se lembra de nós?

- Confesso que não. Querem ajudar-me?

- Em Coimbra, junto à Sé velha, há uns anos… Aquela fotografia que nos tirou…”

Recordei-me então e ficámos um niquinho à conversa.

Reformados que estavam, aproveitavam quando estava bom tempo para passear e conhecer o país como não tinham podido quando jovens.

E, à medida que iam viajando, iam fotografando o que viam, enquadrando-se ora um ora outro na imagem. Tinham uma única fotografia de ambos desses passeios: Aquela em que eu me tinha oferecido para fazer com a câmara deles, em Coimbra, aquando de uma das minhas peregrinações ao Encontros de Fotografia.

Apenas uma, de milhares que tinham. Apenas uma que os mostrava aos dois. Partilhando os Outonos amenos da vida e de Coimbra.

A minha oferta, tão natural quanto um copo de água, marcou-os indelevelmente. Aquela fotografia não é uma fotografia para eles:

É “A” fotografia.

Confesso que na altura já nem me recordava do facto. E, não fora eles, nem nunca mais o recordaria, de entre muitas situações semelhantes vividas.

E esta fotografia, que nunca vi, é uma daquelas que consta do meu álbum de recordações. Não como um ponto de viragem, mas mais como um parágrafo no livro que vamos escrevendo e a que chamamos vida.

Quanto à foto do carro? Bem, a hora de verão está atrasada em relação à solar, pelo que cheguei demasiadamente tarde nesse dia. Voltei lá mais tarde, mas não consegui dar-lhe aquele ar retro-californiano que queria.

 

Não adianta imitar. Há que ser espontâneo e generoso na fotografia, tal como na vida.

 

Pentax K7, Sigma 70-300


By me

domingo, 5 de julho de 2026

Era uma mocinha esperta




Estava numa feira de velharias e artesanato. O sol ainda não tinha aquecido a sério e prometia vir a estar bravo. Por isso, eu estava mais ou menos  com pressa, a tentar fechar negócio sobre um fotómetro Sverdlovsk 4 que ali estava à venda.

Mas não deixava de estar alerta com os demais visitantes. Nunca se sabe o que aparece. E apareceu!

Entre as pessoas que se aproximavam, duas mocinhas. Uma delas com duas câmaras penduradas no ombro esquerdo. Estranhei e esperei que se aproximassem para melhor perceber. Uma era esta e saí-lhe ao caminho.

Turistas, não sei de onde, acabámos por estar à conversa sobre a bela da Pentax. Herança do avô, tudo funcional excepto o fotómetro, mesmo com pilha. Mostrou-ma e não era de todo a correcta.

Lá estive a explicar-lhe que pilha deveria usar e onde comprar, mesmo que sem garantias de o fotómetro estar funcional.

Mas disse-me que usava a regra do f/16 e que, quando tinha dúvidas, usava a digital para medir a luz. Esperta, a mocinha.

Elas lá foram no seu passeio turístico, mesmo que escaldante. E eu fiquei com o registo de uma Pentax em uso na cidade de Lisboa, coisa cada vez mais rara.

 

Pentax K1 mkII, smc Pentax-FA 28-200


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Estava muito calor




Pentax K7, Sigma 70-300


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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Suportes




Eu tinha 17 anos.

Pôs-se a possibilidade de ir em viagem de finalistas a Londres. A família não era abastada, longe disso, e não havia dinheiro para tais aventuras, mas com boas-vontades daqui e dali a coisa compôs-se. Incluindo a ajuda da família da minha namorada, que queria que eu fosse com ela.

O que não havia era como fazer o “para mais tarde recordar”. Eu tinha uma câmara desde os doze anos, mas fazer fotografia era caro e estava parada havia muito tempo. E era muito fracota. É muito fracota, que ainda a possuo.

Um parente decidiu chegar-se à frente e emprestar-me a sua. Recordo que era uma SLR mas não a marca. E possuía uma 50mm, mais que suficiente para os registos, digam hoje o que disserem sobre zooms e edições posteriores.

No dia em que me foi entregue (recordo o local exacto, a luz, a sombra da frondosa árvore, a mesa e os bancos de pedra) foi-me dada uma recomendação, entre outras, que não esqueci até hoje:

“Toma cuidado que ela só faz fotografias a cores!”

Quem ma emprestou já morreu, que o episódio é velho. As fotografias que fiz foram a cores e estão algures no arquivo, numa caixa que não sei qual. Já não olho para elas há anos e tenho a vaga memória de estarem rosadas, naquele tom de fotografias coloridas e mal processadas, em que a luz e a humidade são carrascos impiedosos.

E nunca virei a saber se esse meu primo, bem mais velho que eu, estaria a falar a sério se na brincadeira. Segui as suas indicações mas, na minha enorme ignorância sobre fotografia, aquela recomendação nunca me convenceu por aí além.

Anos mais tarde, já a fotografia fazia parte integrante da minha vida, disse-me uma senhora numa loja de fotógrafo em Castelo Branco que os rolos em Preto e Branco já não se fabricavam. E que não tinham. E eu, que tinha esgotado os que havia trazido de casa naquelas férias vadiando pelo país, acabei por ir comprar num dos outros poucos fotógrafos que a cidade tinha, ainda que tivesse penado para o encontrar.

Talvez que tivessem andado juntos na escola, aquela senhora e aquele meu primo, ainda que a geografia não o indicasse.

Vadiei pelo Preto e Branco durante anos. Porque o laboratório era meu, porque bem mais barato, porque o Ansel Adams era (e é) um mestre a tentar imitar.

Mas percebi, a dado passo, que o suporte e a técnica têm que ser usados em função daquilo que queremos transmitir e não podem ser limitadores do que queremos fazer.

Tenho para mim que a vida é a cores, que reagimos a elas como os cães aos cheiros, e é isso e dessa forma que quero mostrar.

O monocromatismo é apenas uma dessas formas.

 

Pentax K7, Tamron SP Adaptall2 90 1:2,5


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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Extremos




Quem achar que as temperaturas estão muito elevadas e quiser algo mais fresquinho, sugiro um passeio até à Guarda.

De acordo com fontes oficiais enquanto que em Lisboa e pelas oito da manhã se já registavam vinte e oito graus e uns trocos, à mesma hora na Guarda os termómetros marcavam 14,6º.

É só uma dica.

 

Nicon Coolpix P7000


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terça-feira, 30 de junho de 2026

História




Quando pego numa câmara ou objectiva gosto de sentir uma de duas coisas: ou que é absolutamente nova (ou quase) ou que tem história.

Algumas das que possuo vieram para a minha mão novas. Ou quase novas. Retiradas da caixa por mim, ainda com o “cheiro da fábrica”, ou da mãos de alguém adquiriu  mas pouco uso lhe deu, tendo-a guardado com cuidado ou carinho.

Muitas outras entraram em minha casa depois de terem tido vários donos, uns mais cuidadosos que outros, algumas com muito uso, amador ou profissional. Na medida em que consigo, tento saber essas histórias, coisa que só é possível se for uma venda particular. Em lojas ou feiras de rua, não sabem ou não querem contar qual o passado da câmara ou objectiva.

Se aparentar ter um passado vivido, tento conservar a aparência que possui. E tento tanto mais quanto mais antiga é a peça. Tenho apenas o cuidado de a manter em condições de funcionamento e evitar que se suje com pó ou semelhante. A chamada “patine” faz parte do passado e da história.

Este é um detalhe de uma Pentax S1A, fabricada entre 1962 e 1968. Absolutamente mecânica, haveria que usar um fotómetro de mão ou um adicional à câmara para calcular a exposição. E esperar não ter errado no calculo.

Da sua história pouco sei. Foi comprada no meu mecânico de fotografia, e depois de muita insistência. O único detalhe que consegui obter é o ter estado ali há muitos anos, na sequência da desistência de um cliente.

Quando pego nela para lhe tirar o pó ou para lhe apreciar algum detalhe, tento imaginar o seu passado. Provavelmente nas mãos de um amador entusiasta, guardada no estojo de coiro de origem, que entretanto se estragou, e usada para férias ou festas especiais.

Hoje tem marcas do tempo. Marcas que não tentarei disfarçar e que tentarei não aumentar. Porque se não consigo ver o que esteve à frente dela, essas marcas de algum modo contam sobre que esteve atrás dela.

Quem quer que tenha sido, obrigado por a ter conservado.

 

Pentax K1 mkII, smc Pentax-M macro 100 1:4

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domingo, 28 de junho de 2026

Riscos




Há situações que devemos acautelar antes dos momentos críticos.

 

Pentax K1 mkII, smc Pentax-M macro 100 1:4


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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Sem volta




Uma destas noites dou-me mal! A sério que me dou.

Preparava-me eu para ir conversar com Morfeu, já não tão cedo quanto isso considerando a hora a que acabaria essa conversa, e batem-me à porta. Sendo que ainda estava em trajes decentes, fui saber quem seria.

Tratava-se uma senhora minha vizinha, aliás, recém vizinha, que me perguntou se teria uma chave com que pudesse abrir a porta dela.

Imagine-se o meu olhar de espanto. Ter eu uma chave que abrisse a porta dela. Talvez que, noutras circunstâncias e com mais aprofundados conhecimentos, isso fosse possível e até agradável. Mas sendo que a conhecia apenas de vista e que nunca trocáramos mais que uns circunstanciais cumprimentos, seria difícil de acontecer.

Lá lhe expliquei que não, que não tinha, ao que me contou que tinha deixado a chave em casa e a porta se fechara.

“E está no trinco?” Estava! “Então espere um pouco que lhe vou mostrar um truque.”

Voltei a casa e regressei com uma garrafa de litro e meio de coca-cola, vazia. Já no patamar e usando do meu canivete, retalhei-a da forma que se vê, ficando com uma tira de pouco mais de 25cm de plástico. Com ela, e através da frincha, lá lhe abri a porta. Levei um pouco mais tempo do que esperava: no lugar de dez, precisei de quase trinta segundo, que não encontrava a malfadada lingueta a empurrar.

O seu olhar, inicialmente molhado, secou rapidamente e de espanto passou a agradecimento.

E, antes que recuperasse o fôlego, expliquei-lhe a rir, que aquele não era o meu ofício, que não andava a assaltar casas.

“Eu também não!” exclamou também já rir, exibindo um arame retorcido com que tinha tentado fazer como nos filmes, no buraco da fechadura.

Rimos mais um pouco, trocámos nomes e um aperto de mão e regressámos a casa, cada um à sua entenda-se. E se ela foi fazer o quer que tenha sido que costuma fazer em sua casa, eu fui directo para a cama, que o toque de alvorada é particularmente cedo por estes dias.

Mas já deitado, e enquanto esperava pela chegada da inconsciência do sono, fiquei a pensar no episódio.

É que, aqui neste prédio e que me recorde, é terceira vez que assim ajudo um vizinho. E se a coisa se sabe pode ser perigoso. Ou bem que sou contactado pela polícia, depois de uma casa assaltada com este método, ou sou acordado a altas horas da madrugada por alguém do prédio em apuros.

Ou, pior ainda, ser processado pela Coca-Cola por estar a usar as suas garrafas para arrombar portas.

 

Pentax K7, Tamron SP 90 1:2,5


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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Just for the fun





Pentax K7, Pentax-M 50 1:1,7


By me

Supostamente




Supostamente, o jornalista verá as cores do globo em preto e branco.

Sem se deixar influenciar nem pelo colorido partidário, nem pelos tons vivos das explosões ou os pálidos cadavéricos.

Em preto e branco para que todas as cores sejam tratadas pelo que são, sem simpatias ou empatias pessoais.

Supostamente…

 

Nikon Coolpix P7000


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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Juro!


Juro que sempre me fez confusão como, nos filmes americanos, os personagens entendem que ficam protegidos de uma ameaça vinda da rua ao fecharem a porta com uma volta de chave e... a porta ser de vidro.

 

Pentax K7, Sigma 70-300


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domingo, 21 de junho de 2026

Duas fotografias




O que tem esta imagem de particular? Nada, de facto, a não ser que uma foi feita com os últimos raios de sol de um dia e a outra com os primeiros raios de sol do dia seguinte.

Entre uma e outra, a noite mais curta do ano.

Detalhes pouco importantes a menos que se pense, como eu, que os solstícios e os equinócios são datas importantes. Tão importantes que os antigos, os muito, muito antigos, aqueles que nem sabiam escrever, os celebravam. A tal ponto que se deram ao trabalho de juntar esforços enormes para arrastar e erguer enormes penedos para com eles assinalar as datas.

Do meu ponto de vista, os solstícios e os equinócios deveriam ser feriados mundiais. Já que, aconteça o que acontecer, faça o bicho homem o que fizer, continuarão a acontecer muito para além da existência da espécie humana. E acontece desde antes da espécie humana não passar de uma amiba.

A importância que nos atribuímos reduz-se a coisa nenhuma perante o universo e a sua enormidade.

Bom solstício para todos vós.

 

Pentax K100D

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Momentos




Em 10 de Novembro de 2015, pela tardinha, em frente a este edifício e na sequência de notícias do que ali havia sido votado, a multidão que ali se encontrava repetiu quase até à exaustão um grito espontâneo ali surgido, que ainda hoje recordo com um arrepio nas costas:

“Já caiu, já caiu, vai p’ra puta que pariu!”

Hoje não estava lá. Nem sei se lá se juntaram uns milhares como então.

Mas apeteceu-me gritar algo de semelhante aqui da minha janela, pese embora as causas e consequências sejam outras.

 

Pentax K7, Tamron 18-200


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Afectos e fotografia




Tenho vindo a afirmar, ao longo dos tempos, que fazer ou ter uma fotografia é o resultado de um sentimento de cobiça ou desejo de pose. Por aquilo que nela está iconificado: o pôr-do-sol, a pessoa, o objecto.

Apenas para dar um exemplo que consubstancia esta afirmação, quantos serão os que fotografam e exibem objectos que possuem? Com que lidam todos os dias? A excepção será, talvez, quando a fotografia e a sua exibição sirva para demonstrar que se possui o retratado – pessoa ou objecto.

E quanto mais precioso é o iconografado mais sacramentalmente se guarda a imagem: álbuns especiais para aquelas férias ou casamento, molduras caras para este ou aquele retrato de um parente ou amado e, cereja no topo do bolo, a carteira onde constam as fotografias de parentes, em regra muito queridos, vivos ou não. E, quando se fala nos filhos, netos, namorado/a ou pais, aí está a carteira (mais modernamente o telemóvel) onde se encontram as fotografias mais recentes ou significativas.

Mas a fotografia também é uma manifestação de afectos negativos! Fotografa-se o acidente, o insólito, o feio, o incómodo!

E, aqui, há dois tipos de motivos: Ou o exaltar o fotógrafo, mostrando assim, com a fotografia, que ele esteve no local, que testemunhou aquela situação ou, menos frequente mas real, como forma de exorcismo do mal retratado, tentando assim que o iconificado não passe disso e não seja parte integrante da vida do fotógrafo ou exibidor.

Um pouco como sucede com as anedotas, de que tanto nos rimos, e que, se bem as analisarmos, nunca falam de coisas agradáveis ou boas que tenham sucedido aos intervenientes. Pelo contrário, rimo-nos com o mal dos outros como que, com o riso, possamos afastar a possibilidade de o mesmo nos acontecer.

Mas há ainda uma terceira atitude negativa que é tida perante a fotografia. Neste caso, não perante o acto de a fazer mas antes para com ela enquanto objecto ou ícone: a negação ou destruição!

O rasgar, queimar, destruir de uma fotografia é uma forma de remover o que nela consta ou conta das vidas de quem assim age. Uma forma de negar o passado ou tentar, com isso, impedir que este se repita ou continue.

Exemplo mais ou menos corriqueiro é o que sucede aquando de uma zanga entre namorados ou quebra de votos de afectos. As fotografias do “outro” são destruídas, na tristeza do privado ou na raiva do público.

Acontece mesmo ser o retratado a exigir a devolução de fotografias que o “outro” possui de si, impedindo que o mesmo “outro” possua o que quer que seja de quem protesta ou reclama. Nem mesmo a sua imagem!

O gesto supremo, então, é a adulteração da fotografia, rasgando-a e destruindo apenas a metade em que se vê o “outro”, como que um afirmar que se continua por cá, vivendo, mas que o “outro” já não faz parte dessa vida.

Refira-se, também, nesta relação de afectos negativos para com a fotografia, a adulteração bem mais sofisticada da imagem que foi o caso (quem sabe se ainda é?) do apagar em fotografias presenças de gente caídas em desgraça perante o regime. Como sucedeu, por diversas vezes, na União Soviética, para citar apenas casos públicos e notórios.

É assim que se constata que a relação com a fotografia (ou com a imagem no seu todo) é uma relação de afectos, de desejos de pose ou de repúdio, como os agora descritos.

 

E você? Já destruiu alguma fotografia?

 

Fotografia original feita com o meu artefacto “À-Lá-Minuta”


By me

quinta-feira, 18 de junho de 2026

A câmara




Ainda se fosse uma catraia, mesmo uma jovem adulta... Agora já quarentona, fazendo da imagem o seu ofício, isso já me deixa boquiaberto.

Passei-lhe a câmara para a mão para que visse uns detalhes.

E ficou a olhar para ela, e para mim uns segundos, perguntando de seguida "Está avariada? O ecrã não funciona!"

Lá lhe mostrei o visor óptico, dizendo-lhe que sim, que funciona, mas que uso o sistema reflex, característica nativa dela.

De seguida, ao testar o que era suposto testar, admirou-se de não conseguir focar. "Talvez porque aqui há pouca luz, adiantou."

E lá lhe expliquei, novamente, que também o autofocus funciona, mas que uso foco manual. E que aquela objectiva não está concebida para automatismos.

Fez-me lembrar aquelas crianças que não sabiam o que fazer perante um telefone de disco e não de teclas.

Ainda se fosse uma criança...

 

Pentax K7, Tamron SP 90 1:2,5


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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Lusofonia


 

Uma janela, três bandeiras unidas na lusofonia e demasiado vento em demasia para a segurança do sistema usado.

Outra versão se encontrará.

 

Lumix DCM-TZ60

 

By me

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Promessas

 



O que é que o El Corte Inglés tem de melhor? A porta de saída!

Procurava um artigo em particular que a internet me havia informado de ali estar à venda. E era o local que mais me convinha em termos de acessibilidade.

Sendo que não conheço os cantos à casa, quando entrei perguntei pelo local específico que procurava a um segurança que ali estava.

Olhou para mim de alto a baixo duas vezes antes de responder. Não foi nem rude nem simpático na resposta. Apenas altivo e formal. Não gostei. Nem um nico.

Dei um passo atrás, olhei-o de alto a baixo duas vezes, agradeci e virei costas, seguindo para o meu destino. Mas maldizendo a hora em que decidira poupar esforço indo ali.

Mas já que estava no supermercado, aproveitei para dar uma olhada em busca de um ou outro artigo mesnos comum noutras grandes superfícies. Não tinham. Mas tinham um segurança que me seguiu por todos os corredores uns passos atrás. Até eu passar as cancelas de mãos e resto vazios.

Pensei em dois ou três impropérios apropriados à situação e segui para onde me haviam indicado, realizando a compra que queria.

O que eu não queria era ter um outro segurança, que de discreto na sua função nada tinha, que me seguiu até eu entrar na loja, esperou por mim cá fora, e continuou a me seguir até eu sair do edifício.

Já não estava habituado a este tipo de tratamento neste local. Que, infelizmente, é o que recebo de cada vez que vou ao El Corte Inglés. Desdém de boa parte dos funcionários, suspeitas e vigilância nada discreta por parte da segurança.

É certo que não me visto nos seus departamentos ou na Avenida da Liberdade. Nem sou aparado por barbeiros de elite ou manicures de sorrisos artificias.

Mas também é certo que esta tarde apenas serviu para dar força a uma promessa pessoal já antiga: no El Corte Inglés só se for para uma refeição tipo fast-food num local específico ou para uma ida ao cinama. E mesmo assim só se não houver alternativa. Que isso de elites arrogantes não são a minha praia.

E prefiro dar dois dedos de conversa com uns sorrios de permeio com os cantoneiros de limpeza do meu bairro que frequentar esta gentalha asquerosa que desedenha os diferentes.

Gosto muito da placa de saída que ali existe.

 

Pentax K7, smc Pentax-FA 28-200 1:3,8-5,6


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domingo, 14 de junho de 2026

Todos os eus




Uma das questões que mais atrapalha e comanda os comportamentos é o estar-se ou não integrado numa dada sociedade ou grupo.

E, com isso, controlar os seus comportamentos pelos comportamentos medianos, por aquilo que a “sociedade” define como correcto e não criticável.

Nada de mais errado, absurdo, contraproducente e castrante!

Esta atitude não permite o desenvolvimento e a felicidade do indivíduo, com todas as suas características e potencialidades!

Apenas o transforma em mais um número, ajustando-se à mediania, com receio de ser diferente, notado, apontado a dedo, marginalizado em última análise.

E o erro, a meu ver e ainda ninguém argumentou e me convenceu em contrário, está na definição de “pertencer à sociedade”!

O que de facto acontece, e que poucos são os que o reconhecem ou afirmam e menos ainda os que agem em conformidade, é que no lugar de se pertencer, é-se a sociedade.

A sociedade é o conjunto de todos, com todas as vantagens do grupo e de cada um dos indivíduos. Não se integra a sociedade mas antes molda-se a sociedade à medida de cada um. E a soma de todos os “uns” forma o conjunto!

A contribuição que cada um faz nela, o empurrão que cada um dá no seu trajecto é que define o seu rumo, as suas regras, as suas leis e os comportamentos do todo.

Estas não são definidas por uma qualquer entidade obscura, mítica e autocrática, mas antes pela vivência e vontade de cada um dos seus componentes.

Andar nu, de fraque ou com nariz vermelho e grande é igualmente legítimo!

Ter este ou aquele comportamento apenas porque o grupo o define e não porque o queremos, é integrar um grande rebanho onde os pastores, filósofos, gestores ou políticos nos conduzem pela certa através de um pasto verdejante até ao matadouro ou altar onde nos sacrificam aos seus interesses privados ou entidades divinas.

Pela parte que me toca, tenho comportamentos que estão de acordo ou em desacordo com os que me cercam, não porque eles o querem ou o censuram mas antes porque eu o quero e eu sou a sociedade.

Sem todos os eus, a sociedade não existia! 

 

Pentax K7, Tamron 18-200


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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Conhecer o passado para prevenir o futuro




Tenho recordado recentemente as opções violentas alemãs da época nazi.

O envio para campos de concentração ou de extermínio daqueles que não estavam na “normalidade”: judeus, ciganos, deficientes, pretos, homossexuais, comunistas...

Todos aqueles que, de algum modo, eram diferentes do ideal nacionalista alemão imposto. Milhões!

E, de algum modo, todas estas vítimas serviram também para alimentar o medo dos “inimigos internos” e que o poder autoritário da ditadura se propunha a afastar da população “pura”.

Porque é que me tenho recordado desta barbárie e de como começou?

Porque por cá o poder político instituído e os que lhes vão dando apoio estão nesse inicio de caminho. São as leis contra os migrantes, é a perseguição a ciganos, são os subsídios a deficientes, são os símbolos gay...

A coligação governamental, com os seus parceiros à direita, estão a colocar como legal a discriminação aos diferentes. São normas, leis, regulamentos, ditas “suaves”, mas que penalizam a diferença e criam no cidadão comum a ideia de que aquilo que lhes custa na vida tem por origem essas pessoas. Mas que cá estará o governo para os proteger.

São passinhos pequenos, de bebé, que quase não se dão por eles no todo dessa discriminação social, na marginalização dos diferentes.

Mas nos anos 30 do século passado, na Alemanha, a coisa começou também assim, discreta. Até chegar onde chegou!

 

Pentax K7, Tamron 18-200


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segunda-feira, 8 de junho de 2026

O rigor da informação




Nesta loja não se engana ninguém!

Quando dizem “Liquidação Total” é mesmo isso que querem dizer, já que nem sobra para cobrir, pudicamente, os manequins da montra.

 

Pentax K7, Sigma 70-300


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Em redondo




Pentax K7, Pentax 18-55


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