quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

O cabo




Há quem pense que trabalhar no meio audiovisual é o mesmo que plantar batatas:

Basta poder pegar na enxada e dar uma cavadela para colocar a batata.

Agora vão lá perguntar àqueles que o fazem se mesmo isso não tem ciência!

Até o ponto do cabo da enxada onde colocamos as mãos importa, quanto mais!

 

Nikon Coolpix P7000


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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Marca de luz




Fotografar implica a existência de algum tipo de luz. Mesmo que diminuto.

Pode ser natural ou artificial, constante ou instantânea.

Durante muitos anos recorri à luz artificial quando a natural não era suficiente ou do meu agrado. Em regra luz de flash.

Como o orçamento e o espaço nunca foram muitos, fui optando por flash portateis, vulgo speedlight. Comprados em função das necessidades do momento e das disponibilidades do mercado.

Claro que, sempre que possível, fui optando pela marca Pentax, acabando por juntar estes cinco.

Guardados em separado dos de outras marcas, já pouco uso dou a este tipo de luz pois acabei por optar pela luz LED, o certo para o que vou fazendo em interior.

 

Pentax K1 mkII, SMC Pentax-M macro 50 1:4


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Nostalgias




Faz-me falta voltar a poder fazer fotografias destas

 

Pentax K7, Sigma 70-300


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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Antônio Conselheiro




Toda a História tem pormenores originais, uns divertidos, outros não tanto.

A fotografia aqui exibida é de Antônio Conselheiro, um activista político-religioso que liderou um movimento ao estilo dos “sem-terra” no Brasil, no final dos anos oitenta do séc. XIX.

Ficou o movimento, e a guerra, conhecida por “A guerra dos Canudos”. E que terminou com aquilo a que se pode chamar de “massacre” dos “revoltosos” por parte do exército Brasileiro.

Nada tem de especial isto. Aconteceu um pouco por toda a parte ao longo dos tempos.

O que é realmente original é ter sido o líder desenterrado, que morreu na véspera do combate final, duas semanas depois para ser fotografado. Essa fotografia foi feita pelo fotógrafo brasileiro Flávio de Barros, ao serviço do exército.

O objectivo de tal macabro registo foi o divulgar a imagem pela imprensa nacional com o fito de demonstrar que o político e santo (ou vice-versa) mas rebelde, estava morto e, com ele, o movimento.

 

Há quem seja ”morto” nas fotografias (apagado delas) para que não haja provas públicas da sua envolvencia nas situações retratadas.

Esta intervenção fotográfica é, para mim, única na história.

Descoberta num pequenino livro sobre a história da fotografia no Império brasileiro, levantou-me suficientes desconfianças na sua veracidade a ponto de ter procurado outras fontes que o confirmassem.

 

Estranho mundo o nosso, o dos fotógrafos!


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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Fruta da época




Esta é uma garbosa chave de fendas que reside numa mala de ferramentas.

Fui dar com ela assim, como a vedes, por via da água e do frio que temos vivenciado.

Mas, pensando bem, quem não?

 

Pentax K1 mkII, SMC Pentax-M macro 100 1:4


sábado, 7 de fevereiro de 2026

Tristezas




Saber um ex-aluno a militar na extrema-direita é algo que me entristece.

É legítimo, mas entristece-me.

Se por outros motivos não fosse, porque não terá entendido que fotografia é partilha, é fraternidade, é dádiva sem olhar a quem ou porquê, mesmo que comercial. É procurar o que há de belo no universo, mesmo que horrendo.

É não ter interiorizado que cada bocadinho do mundo que recortamos com o nosso enquadramento e guardamos nos nossos arquivos faz parte de um todo que não dominamos mas que queremos melhor. Por isso o evidenciamos.

Saber que um ex-aluno não o entendeu ou que age em oposição disto significa que, de algum modo, falhei com ele. Por muito que possa saber e praticar de estética ou de técnica.

E isso entristece-me!

 

Pentax K100D, Sigma 70-300


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Prazeres




Coisas que me dão prazer fotográfico.

Entrar num local (real ou virtual) e reconhecer consistência nos trabalhos fotográficos exibidos. Perceber que quem ali está a expor-se tem uma linha de forma ou de conteúdo definidas, quer o próprio o reconheça ou não.

E ainda me dá mais prazer o entrar num local (real ou virtual) onde estão trabalhos de vários fotógrafos e reconhecer um autor de fotografias mesmo antes de ver o seu nome.

Posso não gostar do que vejo ou gostar muito, pouco importa. Mas uma coisa é certa: aquele autor fotográfico é bom.

 

Pentax K7, Sigma 70-300

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Onde e como?




É sabido que há gente especializada em gerir situações como estas. Bombeiros e militares têm gente e meios para tal.

Mas vou pensando nas centenas de pessoas que foram para o terreno para prestar socorro e reconstruir o urgente. Trabalhadores de empresas de várias valências, cidadãos voluntários, soltos ou organizados.

Mas uma pergunta me assalta: onde dorme ou repousa e o que comem e como é confecionado toda esta gente? Foram montadas tendas de campanha com camas equivalentes? Foram instaladas cozinhas de emergência? As unidades hoteleiras e de restauração abriram as portas a estas centenas de pessoas?

É que para além de dar apoio às vítimas, haverá que apoiar para que bem façam o que estão a fazer, nalguns casos tarefas penosas, exigentes e arriscadas.

 

Pentax K7, SMC Pentax 50 1:1,2


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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Depois da tempestade...




Diz o povo que depois da tempestade vem a bonança.

Mas isto anda de tal forma que depois de uma tempestade veio logo outra e atrás desta vem uma terceira, sempre sem a bonança de permeio.

 

Pentax K7, Tamron 18-200


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Not!




Just for the fun (or not)


Pentax K1 mkII, Tamron SP 90 1:2,5

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