Conseguem imaginar um mundo utópico onde o dinheiro não
existe?
A Time Out Market está a tratar disso.
Nem comer, nem beber, nem mesmo comprar um livro numa
livraria!
Conseguem adivinhar onde não tenciono voltar a pôr os pés?
Lumix DCM TZ60
By me
Conseguem imaginar um mundo utópico onde o dinheiro não
existe?
A Time Out Market está a tratar disso.
Nem comer, nem beber, nem mesmo comprar um livro numa
livraria!
Conseguem adivinhar onde não tenciono voltar a pôr os pés?
Lumix DCM TZ60
By me
É uma daquelas brincadeiras inocentes sobre comportamentos
que qualquer um pode fazer:
Em vendo alguém consultar um aparelho de medida de tempo (de
pulso, de bolso, de parede ou num telemóvel), assim que for de novo guardado
perguntar de imediato “Que horas são?”.
Constatarão que a esmagadora maioria das pessoas olhará de
novo para o relógio, porque não o sabe de cor.
Na verdade, quando olhamos para um relógio, aquilo que
queremos saber ou aquilatar não é o valor nele indicado mas sim a sua
relativização. Quanto tempo falta para ou quanto tempo já passou desde que. É
cedo ou tarde.
O valor real, em horas, minutos ou segundos de pouca monta
é. Que no momento seguinte estará alterado, pertencendo ao passado.
Assim, não fiquei de todo surpreendido ou incomodado quando
fiz esta fotografia.
Olhando para o que este relógio de sol me indicava e comparando
isso com o meu relógio de pulso, o telemóvel e a indicação da câmara
fotográfica, obtive quatro informações diferentes. Mas pouco relevantes, já que
estava exactamente na hora de fazer uma fotografia. Ou, em o preferindo,
faltava pouco para dali a um pedaço.
Em última análise, e para os cépticos ou cientistas, será a
demonstração prática de uma das leis de Murphy: aparelhos de medida iguais, nas
mesmas condições, mostram resultados diferentes.
Pentax K7, smc Pentax-M 50 1:1,2
By me
Há uma boa quantidade de anos, no meu deambular pela cidade,
tirava partido do segundo mosquetão preso na minha mochila. Estava na alça
direita e, as mais das vezes, estava vazio.
Mas em dias de manifestações de rua (havia-as amiúde) ou em
estando para aí virado, vinha aí pendurado o meu monopé, tendo na ponta uma
cabeça de encaixe rápido.
Servia ele para suportar uma câmara de bolso que tinha (e
tenho), guardada na mochila e retirada quando as condições se proporcionavam. Não
era a minha forma habitual de fotografar, mas permitiam pontos de vista incomum,
num progecto a que chamava pomposamente “If I were taler”.
Colocava a câmara no monopé, esticava-o no seu comprimento máximo,
activava o seu temporizador e levantava o conjunto tão alto quanto conseguia.
O resultado era “à zona”, já que não conseguia enquadrar nem
o momento certo. Mas com a prática, fruto do conhecimento que tinha da
objectiva e do eu contar o tempo do retardador, permitia-me fazer uns “bonecos”
interessantes.
O habitual era fazê-los aquando grandes massas de gente, com
ou sem primeiro plano. Era um mar de cabeças e faixas que davam a verdadeira
dimensão da quantidade de gente presente.
Mas também quando tal mole não se juntava, permitindo
imagens como esta, uma espécie de “voo de pássaro” baixinho, como se estivesse
numa janela ou espreitando por cima do mobiliário urbano.
A taxa de aproveitamento era de cerca de 50%, o que não é
mau, se pensarmos que o “momento decisivo” não acontecia nem havia um olho
colado no visor da ocular.
Não posso dizer que seria o único a usar este método, mas
nunca o vi em prática por cá, durante uns bons tempos. Depois vulgarizou-se, na
medida do possível. Mais monopés no mercado, a introdução dos drones de pequeno
tamanho (antes da legislação que os gere) fizeram com que esta novidade o
deixasse de ser. E a imagem animada ganha espaço à imagem estática nos media,
pessoais ou públicos.
Mas recordo que de uns militares sem uniforme que desfilaram
em Lisboa ouvi o seguinte comentário: “Este deve ser da marinha, que veio com o
periscópio”.
Acho que vou retomar a ideia, assim que reparar a alça do
monopé, danificado do uso. Outros voos com os pés na terra.
Samsung S1060
By me
Estive hoje na exposição que decorre na Faculdade de Belas
de Lisboa. Não a visitei toda!
Para já chateei-me logo à entrada:
Tratando-se de um evento que acontece em Lisboa, que até é a
capital de Portugal e onde a língua materna e oficial é o Português, logo à
entrada sou confrontado com cartazes, indicações e disticos em Inglês. Não
bilingues. Em Inglês!
Um raio que os parta. E fi-lo saber a quem estava por ali,
seja os voluntários, que tinham uma camisola vestida escrita em Inglês, como
junto de um dos organizadores.
Fiquei logo com os azeites!
Mas vi a primeira exposição, que estava patente numa das
salas do piso térreo. E gostei do que vi, pelo menos de algumas.
Mas a porca torceu o rabo quando me dirigi para a segunda.
Estava num lugar magnifíco, mas antecedido de escadas. De muitas escadas.
Antigas, de pedra e irregulares, num espaço que terá sido a cisterna do palácio
onde a faculdade está instalada.
O lance exterior ainda me arrisquei a percorrer, apoiado na
parede. Mas a receio. Mas quando vi o interior, longo e com poucos e frageis apoios,
todo o meu ser se recusou. Não apenas a minha artrose de anca protestou contra
o descer e o posterior subir sem apoio fiável como a minha visão mono-ocular
não conseguia assegurar-me das alturas dos degraus. Todo o meu corpo disse não!
Uma exposição fotográfica em Lisboa, onde o Português não é
a língua principal e onde não há acessibilidade a pessoas com mobilidade
condicionada...!
Eu quero que a Fujifilme, patrocinadora do evento, vá dar
banho ao cão!
Salvou a tarde o facto de ter feito três ou quatro
fotografias com a minha câmara de bolso, incluindo este túnel que conduz a uns
sanitários, de acordo com as indicações. Bem como com o velho caixote que está ainda
em teste.
A isto junte-se o ter regressado a casa com mais um exemplar
para a minha colecção de câmaras Pentax. Os cromos difíceis são isso mesmo:
difíceis.
Apesar de ter começado mal – muito mal mesmo – acabou bem a
tarde.
Lumix DCM TZ60
Apareceram já a luz definhava e eu pensava em abandonar o
jardim. Um grupo com bandeiras, exibindo o símbolo do seu partido sobre fundo
branco (que estas coisas das campanhas eleitorais custam dinheiro!) Iam de
banco em banco, tentando “impingir” os panfletos que traziam. E, para que não
houvesse qualquer dúvida, a frente do opúsculo tinha a fotografia da mais alta
figura do partido, sorrindo, justamente aquela que, em ganhando as eleições,
poderá vir a ocupar o lugar de primeiro-ministro.
O facto de eu estar ali plantado, deambulando em torno da
minha câmara e com outra pendurada no ombro, faz com que, por vezes, seja
invisível. O que é uma sorte nestes casos. Mas não neste dia, nem para mim, nem
para eles.
Depois dos velhotes, solitários ou não, nos bancos e do
bando de garotos que ali festejava o primeiro dia de aulas e, consequentemente,
o primeiro dia em que faltavam às aulas, foi a minha vez.
A cara dela não me era estranha e acredito que já a tivesse
tido em frente da minha câmara, em estúdio de TV. Mas foi ele que fez as
despesas da conversa e da função: Estendeu-me o folheto e perguntou-me “Quer
ficar informado?”
A resposta já eu a tinha pronta, desde que os havia visto lá
ao fundo: “Com isto ao peito, acha que iria votar em vocês?”
Estacaram, surpresos, e ela exibiu um sorriso amarelo quando
viu aquilo que eu apontava. Já ele corou um pouco. Mas, se como disse antes, a
cara dela me não era estranha, a dele não conhecia mas não esquecerei pela
certa. Que a sua resposta, pronta, esteve ao nível.
“Já tivemos alguns a votar em nós. Já foram mais, mas já
tivemos alguns e bons a votar em nós!”
E, estendendo-me a mão, afastaram-se, não sem antes ele
acrescentar:
“Continue a querer mudar a coisa. O truque é esse: não
desistir!”
O que ele não sabe é que, bem mais que “Querer mudar a
coisa”, faço por isso todos os dias e vou-a mudando: Com o preço das minhas
fotos, com os alertas sobre os actuais Big Brothers, com as intervenções
sociais, com as conversas com os miúdos e graúdos que vou encontrando.
A revolução faz-se todos os dias, em todas as
circunstâncias. Não apenas em campanha eleitoral!
Samsung S1060
By me
Saí de casa com duas câmaras fotográficas: Uma Brownie, nas
costas e dentro da caixa de couro; uma câmara de bolso Pentax I-10, guardada no
bolso.
O dia prometia ser duro (foi-o) e não quis arriscar muito
peso. Mesmo assim, junto com o calor (escolhi mal o dia), foi um dia duro.
A Brownie porque está em testes (e eu com ela), a Pentax
porque alguma outra coisa tinha que levar.
Regressei depois de almoçar mal e porcamente e com uma única
fototografia: esta. Felizmente as fotografias pesam menos que o cimento destes
arcos, que já conhecia, embora a distância.
Do bolso para as mãos, um clic, de novo para o bolso, que é
a vantagem das câmaras de bolso. A perspectiva compunha-se à medida que me
aproximava, qual dançarino nas táboas, à espera que o cérebro aceitasse o que
os olhos viam. Aceitaram. Uma vez. Uma única vez, que não adiantava fazer mais.
Qualquer outra coisa seria chover no molhado, apesar do calor que fazia.
Aprendi com um
mestre, ao vivo e a cores, a ver antes de usar a ferramenta. Não importa qual. Passeava-se,
de mãos atrás das costas, olhando, olhando, até dizer “É daqui”! E era.
Não lhe chego aos calcanhares, mas esforço-me por isso.
Os meus respeitos, Zé Castelhano.
Pentax I-10
By me
O maior receio de um político não é a derrota eleitoral. Que
essa faz parte do jogo!
O seu maior medo é que o poder, a gestão da coisa pública,
deixe de ser feito por políticos e passe para as ruas. Que passe a ser feito e
gerido pelo povo, do mais anónimo ao mais ilustre.
Que, nessa mudança de organização da sociedade, se constata
da utilidade (ou o seu oposto) daqueles que constituem a chamada “classe
política”.
E não há nada pior para o amor-próprio de um político que a
demonstração da sua inutilidade!
Pentax K7, Tamron 18-200
By me
Quando se fala em “fotografia” fala-se ou pensa-se no
registo da luz. E quando se pensa no registo da luz, pensa-se em aquilatar a
luz.
Podemos medi-la incidente ou reflectida, continua ou instantânea,
na câmara ou fora dela, quando é na câmara pode ser integral, ponderada ou
centro, pontual...
Há várias formas de medir a luz, cada uma funcional desde
que a dominemos.
Desde há muitos anos que possuo este medidor de luz.
Externo, pontual, continua, reflectida. Comprado bem em conta num mecânico de
fotografia.
Trata-se de um Pentax Digital Spotmeter e, durante anos e
anos, foi e é uma ferramenta fiel e um ponto de orgulho a sua posse.
Não tinha tampa e encontrei; não tinha borracha da ocular
mas encontrei uma equivalente; não tinha parassol, não tem de origem, mas
tratei de encontrar um com essa medida de rosca que usei mas sem gostar dele.
Agora está “encostado”, numa vitrine e num lugar de eleição,
visto que encontrei um outro, de outra marca e multi funcional.
O problema deste tipo de aparelhos é que são rigorosos que é
fácil fazer-se asneira: ou bem que se confunde isto com um fotómetro normal, ou
bem que não se sabe dar uso ás leituras feitas. O conhecimento do seu
funcionamento (ou de qualquer outro equivalente), a leitura do seu manual de
instruções bem como de literatura sobre o tema é altamente recomendável.
Quem conhecer o trabalho de Ansel Adams e da sua “escola” de
trabalho sabe bem do que falo.
Quanto ao resto, tenho muito orgulho em o possuir.
Pentax K1 mkII, smc Pentax-M 100 1:4
By me
Com tanta divulgação do “11 de setembro” e do seu 25º
aniversário por parte dos media, caiu quase no olvido generalizado o 11 de
setembro chileno, há uma cinquentena de anos.
Quase ninguem recorda o golpe de estado que esteve na origem
de uma ditadura sangrenta nem ninguém lembra o forte apoio norte americano a
tudo isto.
Não é politicamente correcto. E ensombra o papel de “polícia
mundial” que os americanos reclamam para si. E os media vão atrás deles como
gato atrás de bofe.
Claro que também é neste dia que se celebra o Diada, mas
menos ainda sabem o que é.
Nikon Coolpix P7000
By me