terça-feira, 17 de março de 2026

Imagem e realidade




Por vezes, pensando nisto e naquilo, chegamos a conclusões estranhas!

De acordo com as lei da física em geral e da óptica em particular, uma lente positiva – ou um sistema óptico positivo – formam uma imagem real, invertida e menor que o objecto.

Vem nos compêndios, aprendemos na escola e usamo-lo no quotidiano. Nas lupas, nas objectivas, no cristalino.

O que me leva a constatar que as imagens que temos e fazemos do mundo são, na sua essência original, o inverso do que pensamos e com que lidamos. Para chegarmos ao universo como o entendemos temos que inverter as imagens que produzimos, quer sejam a da câmara ou a do olhar.

Daqui que possa concluir, sem grande esforço, que o mundo que nos cerca e que constatamos com as imagens que construímos, é real, verdadeiro, muito maior do que o vemos e invertido à forma como o vemos.

Pergunto-me assim se, sendo o universo o inverso do que vemos, será que nós, seres humanos, temo motivos para assumirmos a importância que nos atribuímos?

E será que quando nos travamos de razões com alguém, o facto de vermos a vida de pernas para o ar não nos porá a ver o mundo com uma distorção diferente da do nosso interlocutor?

E vale a pena agredirmo-nos e matarmo-nos porque vemos e sentimos a vida do avesso?

 

Samsung S1060


By me

domingo, 15 de março de 2026

Cultura




Eis que me recordo de alguém que conheci que se candidatou ao cargo de realizador de televisão.

Na prova de cultura geral teve uma classificação de zero valores, da qual recorreu.

No recurso era argumentado que nenhuma das questões colocadas constavam num livro de cultura geral que havia estudado e que até sabia de cor.

Durante algum tempo este episódio era contado entre amigos e colegas, quando algum se sentia mais em baixo ou frustrado.

 

Pentax K100D, Pentax 18-55

sábado, 14 de março de 2026

Escritas




Se pensarmos bem sobre o que fazemos, nós os fotógrafos, acabamos por chegar à conclusão que a nossa actividade funciona pela negativa.

Já nem falo, agora, na questão do enquadramento, em que com ele excluímos tudo o que nos cerca menos o que nos interessa. O sistema fotográfico assim nos obriga.

Falo, antes sim, que ao fotografarmos não estamos a registar a luz que nos agrada mas antes a modificação que ela sofreu. Quer seja por atravessar a atmosfera, quer seja porque algo se interpõe no seu caminho, quer seja a que é reflectida de um qualquer objecto ou ser vivo.

Não fotografamos a luz mas sim as suas consequências.

Tenho uma especial predilecção por fotografar empenas.

São telas grandes, impolutas de cores e irregularidades de formas, o local certo para que a luz, que não vemos, incida, se manifeste e nos mostre as alterações que sofre: as modificações de quando o sol está baixo no horizonte, atravessando mais atmosfera e materiais em suspensão; a reflexão na atmosfera, mostrando-nos um cor celeste tão breve quanto o pôr-do-sol; a interrupção no seu trajecto, feita pelos prédios vizinho, que reduz à bidimensionalidade fotográfica o que é de facto tridimensional…

Para todos os efeitos, sombras projectadas são fotografias, na medida em que é a escrita da luz que vemos.

Naquele dia atrasei-me no meu caminho, entretido que estive a ver aquele magote de gente jovem a desfrutar do jardim, do fim do dia e da antecipação de férias. Espraiados pela relva em pequenos grupos sentados nela ou não, cavaqueavam e riam-se por entre golos de cerveja barata com a displicência e alegria própria de quem ainda não entrou nas rotinas e obrigações laborais, parentais e horárias. Bom de ver, mesmo!

Quando decidi seguir e ir até a uma das minhas empenas favoritas constatei que era tarde: não chegaria a tempo de assistir à última fotografia ali exibida pelo sol.

Mas sendo que estava disposto a fotografar uma fotografia, escolhi outra: esta, que estava mesmo ali e que, fosse lá porque fosse, ainda não havia descoberto.

E se nós, fotógrafos, procuramos com a nossa parafernália tecnológica a perpetuidade do nosso trabalho, o universo, na sua eternidade, escreve breve e rápido, não se preocupando com conceitos estéticos ou tecnologias.

Gosto de empenas ao cair do dia. E de sentir, com a modificação das sombras, a nossa rotatividade. E a nossa brevidade.

Manias!

 

Nikon Coolpix P7000


By me

sexta-feira, 13 de março de 2026

Zippo




Um dos meus muitos defeitos é o ter enorme dificuldade em deitar coisas fora. O que faz com que tenha um montão de coisas aparentemente inúteis em casa.

Quando deixei de usar os isqueiros Zippo para fumar, conservei tudo o que dessa marca tinha. Para além, claro, dos isqueiros. Torcidas, pedras, estojos, combustível...

As latas, estas três, estão por meio. Tinha uma em casa em uso, uma outra em casa de reserva e uma terceira no cacifo no trabalho. Assim como estavam, assim as guardei. Nunca se sabe se voltarei a usar os meus estimados Zippos.

Mas agora, considerando os tempos que correm e o que ainda têm dentro, pergunto-me quanto darão por elas numa casa de penhores.

 

Pentax K1 mkII, smc Pentax-M macro 100 1:4


quinta-feira, 12 de março de 2026

Talvez Nelson




Hoje tive que ir ao centro da cidade. Àquele espaço a que chamam de Rossio mas que, na verdade, tem o nome de praça D. Pedro IV. A esse respeito, aliás, há uma história curiosa sobre a estátua que a encima, mas fica para outros contos. O certo é que a loja que vende aquilo que procurava fica-lhe nas imediações.

Feito o negócio voltei a atravessá-la, desta feita para ir a uma outra. Não teria que ser exactamente aquela, apenas era a farmácia mais próxima. Comprei o que necessitava, deixando lá ficar o saco de plástico que me queriam impingir, atravessei meia praça e sentei-me.

Faz tempo que não usava o meu tempo naqueles bancos e fui-me deliciando com um passatempo muito meu: adivinhar à distância a nacionalidade de quem por ali está. É divertido, ainda que nem sempre tenha oportunidade de o confirmar.

Estava nestes entreténs e sou abordado. Com muita educação, com um “boa tarde” e um “desculpe” inicial e um “faz favor” de permeio, pede-me uma moeda de auxílio. Não resisti!

Enquanto que uma das minhas mãos rebuscava o bolso do colete em busca das que lá estivessem, atirei-lhe: “Até que enfim que oiço falar português aqui no Rossio!”

Sorriu de orelha a orelha e retorquiu-me: “Sabe, venho a descer a pé a avenida desde o Marquês e é só gringos!” (O seu sotaque era de terras de Vera Cruz) “Nem eles me entendem nem eu os entendo. E hoje, tal como ontem, isto está muito vazio.”

Eu já me tinha apercebido da escassez de gente, apesar do dia sorridente e bonito, e concordei. “Deve ser das tempestades e do frio que se tem sentido.”, concluiu ele.

Trocámos mais umas banalidades sobre o tempo, mostrando-me ele o pesado casaco amarelo berrante que tinha para quando o sol se escondesse, e preparava-se para continuar a sua rotina de abordagens a transeuntes.

Mas não resisti e, mesmo com a 40mm que tinha na câmara, pedi–lhe por um retrato. Este.

Acedeu mas estranhou quando lhe sugeri que mudássemos de posição para que não ficasse com a parede de fundo cheia de sol. A sua desconfiança manifestou-se na sua expressão, que se desvaneceu com um sorriso quando depois a viu.

Seguiu ele para o lados de um fast-food das imediações, onde as pessoas são mais generosas, e eu voltei para o banco de pedra, para dar mais um momento de tranquilidade às minhas amigas que vivem nas minhas ancas.

Uma hora e muito depois, já sem luz para fotografar, levantava-se uma aragem fria e eu conseguia imagina-lo a envergar o casaco antes de regressar ao local onde pernoitaria.

Fica o retrato de alguém a quem não perguntei pelo nome mas a quem posso apelidar de Nelson.

 

Pentax K-S2, smc Pentax-M 40 1:2,8

 

 By me

Certezas




Há que saber dizer “Não” com tanta veemência que o próprio “Sim” se envergonhe de existir.

Mas também há que saber usar o “Sim” com tanta vontade, que o “Não” se encolha de medo.

 

Pentax K7, Tamron SP Adaptall2 90 1:2,5


By me

quarta-feira, 11 de março de 2026

Crimes domésticos

A limpeza de minha casa é feita por uma senhora contratada para o efeito.

Damo-nos bem, é eficiente no que faz e a quase única restrição ao seu trabalho é o espaço a que chamo pomposamente de estúdio. É o espaço que, regra geral, é usado como sala de estar e de refeições num apartamento normal mas que, e por ser a de maior área, foi desde logo reservada para o efeito. E a restrição é simples: deste espaço cuido eu!

Não que tenha algum receio por questões de segurança, mas porque os acidentes acontecem a qualquer um e uma vassoirada num tripé de iluminação ou quejando seria um desastre.


Quanto ao resto da casa deixo-a trabalhar à-vontade, deixando eu o escritório livre quando toca a vez dele. Não nos atrapalhamos.

Da última vez que cá esteve eu ía ficando com os cabelos em pé.

Estava ela a cuidar do pó no escritório e eu tive que lá ir em busca já nem sei de quê. E em cima de uma das pilhas de livros que lá tenho por já não caberem nas estantes (por ler, já meio lidos, a reler ou de consulta) havia ela colocado uma embalagem de limpar vidros. Mesmo em cima da capa de um deles.

Não lhe disse nada, apenas ficando uns segundos na porta a ponderar o que fazer. Aproximei-me do lugar do crime, peguei na embalagem e tratei de a colocar diretamente no tampo da mesinha onde se encontravam. E levei comigo o bendito livro, na esperança de poder reparar algum dano que pudesse ter havido. Não havia, por sorte, e a capa com fotografia impressa estava incólume.

Eu sei que a culpa é parcialmente minha, pois nunca lhe disse que em cima de livros apenas se colocam livros. E deixar uma marca de produto químico num livro é uma acto tão criminoso quanto o deixar cair uma câmara. Ou mudar de objectiva no meio de uma tempestade de areia. E a estima que tenho por livros só é suplantada pela estima que tenho ao equipamento fotográfico. É que tanto uns quanto os outros me permitem viajar ou fazer outros viajar por outros mundos ou realidades.

E vou passar a estar de olho sempre que ela for trabalhar para o escritório.

Nota – A imagem aqui exibida não é a do “crime” mas apenas uma reconstituição, com a segurança de ter colocado sob a embalagem algo onde se ficar uma mancha me é indiferente.

 

Pentax K1 mkII, smc Pentax-M macro 100 1:4

 

By me

Paciências




É característica de um fotógrafo, creio eu, o ser paciente.

Quer seja para saber esperar que o assunto aconteça, quer seja para saber esperar que a luz seja a que se quer, quer seja o aguardar que os químicos actuem ou o processador processe.

Um fotógrafo tem que ter paciência, em maior ou menor grau.

O que não sei é se eu terei paciência para lidar com esta câmara de faz-de-conta que encontrei um destes dias. Melhor dizendo, se terei a paciência necessária para resolver o puzzle que a câmara contém.

O resultado final terá 33 por 48 cm, juntando todas as 550 peças que o compõem. No final, supondo que lá chego, terei um painel repleto de fotografias de objectos de fotografia: câmaras, objectivas, iluminação, fotómetros, tripés, peças em madeira, em plástico, em metal, arcaicas, de película, digitais, pequeno médio e grande formato... há de todo um pouco, incluindo marcas.

E nem vale a pena perguntarem: a minha marca – Pentax – está aqui representada, bem como um modelo de fotómetro que possuo.

O único “crime” deste conjunto é a caixa, de lata e bonita como se vê, representar outra marca que  não a da minha predileção. E, nos dias de hoje com a massiva divulgação dos sistemas digitais, só quem seja mais cota a reconhecerá.

Fica o desafio.

 

Pentax K-S2, smc Pentax-m Macro 100 1:4


By me

domingo, 8 de março de 2026

Ferramenta




Quando acontece eu abrir o meu canivete para fazer algo simples como abrir uma carta ou descascar uma peça de fruta e alguém por perto dizer “Chega para isso lá que tenho medo!”, costumo fazer uma brincadeira.

Dizendo-lhe “Vou-te mostrar algo”, aproximo a lâmina da sua cara. Na vertical e com o gume virado para mim.

Naturalmente que a reacção é a esperada: ou recuam, ou fecham os olhos, ou ficam rígidos…

De seguida acrescento “Agora espera”. E aproximo à mesma distância uma esferográfica que, entretanto, tirei do bolso.

A reacção também é a esperada: coisa nenhuma. Nem recuo nem manifestação de receio ou medo.

E continuo eu:

“Repara: apesar de me conheceres, de teres alguma confiança em mim e de saberes que não te iria fazer mal, tiveste medo da lâmina. Mas não tiveste medo algum da caneta. E, no entanto, em menos de coisa nenhuma, poderia espetar-ta no pescoço, antes que pudesses reagir.”

Assim é com tudo o que existe: por si mesmos os objectos não são perigosos!

É o uso que lhes damos que poderá, ou não, ser perigoso ou nefasto.

Um canivete, sabemo-lo, tanto pode servir para abrir uma garganta, para descascar uma maçã ou para talhar na madeira uma flauta.

Tal como uma caneta tanto pode servir para assinar uma declaração de guerra, preencher um impresso ou escrever um poema.

E, em última análise, sempre se pode concluir que a caneta é mais perigosa que um canivete, já que nos defendemos deste mas não daquela.

Em querendo, pode-se ainda usar uma velha analogia: “O poder da pena sobre a espada”.

 

O mesmo se pode dizer sobre a fotografia. Por si mesma ela não fará mal a ninguém. Mais ainda, temos a opinião generalizada que a fotografia e o acto de fotografar são questões técnicas ou artísticas, inócuas portanto.

No entanto, num bucólico jardim e numa tarde primaveril, tanto posso fotografar uma flor de uma árvore como posso afastar as folhas e discretamente fotografar o casal de namorados que ali se encontram à revelia do conhecimento das respectivas caras-metades.

A fotografia, por si mesma, nada tem de mal.

Mas quando a usamos para quebrar a privacidade de terceiros, para entrar abusivamente na intimidade de outrem, torna-se pérfida, odiosa, tão maléfica quanto qualquer outro objecto.

 

Naquele Domingo fui fotografar fantasmas. Para o fazer como quero, a técnica implica o uso de um tripé e nele a câmara orientada para zonas onde passem pessoas. Nada discreto, portanto.

Pois no jardim onde o fiz, vários foram os adultos que, acompanhando crianças pequenas, olharam para mim e para a câmara e tripé com ar agressivo. Suponho que pensaram que eu estaria a fazer imagens dos pequenotes. E, nos tempos que correm, isso é “politicamente incorrecto”. Creio que nada disseram ou fizeram porque não me viram a espreitar pelo visor. Mas que as suas caras demonstraram desagrado, lá isso demonstraram.

Felizmente, para mim e para quem estava comigo, não se aperceberam que a câmara estava a ser usada com um cabo disparador, fabrico caseiro, e que se eu quisesse fazer as imagens que eles temiam não dariam por nada.

Quando não, lá teria eu que desmontar a tralha, mostrar-lhes o que tinha registado e explicar-lhes que procurava fantasmas. Inócuo, portanto.

 

A ferramenta nunca é perigosa. O uso que lhe damos é que sim!

 

Pentax K7, Sigma 70-300


By me

sábado, 7 de março de 2026

Plink




Tinha comprado a Pentax K100D há umas duas ou três semanas. A minha primeira Reflex Digital.

Saíra de casa para ir tomar um café e, por qualquer motivo, tinha-a pendurada no pescoço e não no ombro como é meu hábito.

De súbito oiço um “plink” violento vindo do meu ventre. Como nada me doía, olhei para a câmara. Estava o filtro neste estado!

Doeu-me a alma! Coisa nova assim estragada! Depois de pensar um pouco, acabei por perceber o que se passara: uma pedrinha, que seria pequena, saltara de sob a roda de um carro ao passar e acertara mesmo em cheio na objectiva.

Por sorte, tinha e tenho o hábito de usar um filtro de protecção nas objectivas. Se assim não fosse, teria sido a objectiva a sofrer os danos.

Este é um dos argumentos a favor do uso de filtros de protecção: protegerem!

Não apenas de situações como esta, muito raras que são, mas também da água, das poeiras, de pancadas acidentais. E, igualmente importante, de riscos ínfimos que acontecem na sua superfície quando fazemos limpeza. Não damos por eles mas existem e, de algum modo, afectam a qualidade da imagem.

Os detractores do uso de filtros UV argumentam e com razão, que qualquer filtro que se coloque em frente da objectiva, por muito bom que seja, altera sempre a imagem. Tal como cumpre a sua função de filtrar parte da luz, no caso os ultra-violetas, alterando a fidelidade da cor resultante.

Assm, há quem argumente com fervor o uso de filtro, tantos quantos, com o mesmo fervor, argumentam contra.

A minha posição, tão válida quanto a oposta, é simples: a menos que não confie no estado de conservação do filtro, uso-o quase sempre. A excepção é em estúdio, onde tudo acontece com mais calma e onde a probabilidade de acidentes ou sujeira é muito pequena.

Por acréscimo, um alerta que me foi dado por um mecânico fotográfico há uns tempos:

Dizia-lhe eu que todas as minhas objectivas têm um filtro colocado, mesmo as que estão guardadas. E ele avisou-me que a caixa de ar criada entre ele e o elemento frontal da objectiva pode ser propício à criação de fungos, coisa que evitamos a todo o custo.

Pensei no que ouvira e, em chegando a casa, tomei cautelas: retirei todos os  colocados, mantendo apenas naquelas que tenho a uso. Em querendo usar, é só colocar o respectivo filtro.

Fiquei, assim, com quatro tipos de filtros arquivados: os UV de protecção, os específicos para usar com preto e branco, os de correção ou compensação de cor, hoje pouco usados porque o digital já permite esses ajustes, tanto na tomada de vista como na edição, e os quadrados, de acrílico ou de gelatina, com funções específicas e que raramente uso.

Claro que, para além dos filtro quadrados que são colocados usando um suporte especial, dos outros tenho vários repetidos devido à variedade de diâmetros frontais das diversas objectivas. Em alguns casos, aneis de adaptação permitem usar filtros maiores em objectivas menores, mas isso vai obrigar a mudar de pára-sol.

Mas uma coisa é certa, e para além das posições radicais que os defensores de uma ou outra abordagem possam ter:

Seja o que for que coloquemos à frente de uma objectiva vai alterar o resultado final. As mais das vezes essas alterações são as desejadas. Por vezes temos surpresas desagradáveis.

A sugestão que posso dar, para satisfazer ambas as partes, é usar um filtro protector e, dependendo do uso que é dado, substituí-lo de quando em vez por um novo, mesmo que não se notem riscou ou outros problemas.

A fotografia tem uns vinte e cinco anos, foi feita com a Pentax K100D e, provavelmente, com a Tamron SP Adaptall2 90mm 1:2,5.

Hoje não a poderia fazer porque, apesar de todo o cuidado que fui tendo, o vidro acabou por cair do aro.


By me