Quando fazemos uma fotografia recorremos a sistemas mais ou
menos complexos para aquilatar da quantidade de luz que queremos que chegue ao
alvo, seja ele película ou sensor electrónico.
O sistema concebido para tal, pondera os factores
envolvidos: a quantidade de luz que chega ao aparelho, a sensibilidade deste, a
abertura de diafragma para deixar passar a luz e quanto tempo o alvo estará
exposto a ela.
Fazemos isto usando aquilo a que chamamos de fotómetro, seja
ele embutido na câmara, seja ele externo. Os mais antigos dão-nos a indicação
que queremos através do posicionamento de um ponteiro, os mais modernos com os
diversos valores expressos por números visíveis num ecrã.
Mas, seja qual for o sistema ou a modernidade, nunca estamos
a medir a luz mas apenas a regular a forma como a vamos utilizar. Apenas alguns,
e de forma acessória, nos dão a indicação de quantidade de luz, medindo-a em
footcandle (a origem do termo português fotómetro) ou em lux, unidades mais ou
menos universais.
Mas medir luz não é apenas exclusivo de quem capta imagem. Quem
concebe espaços interiores, fábricas, habitações, salas de espetáculo, estações
de caminho de ferro..., também necessitam de medir luz para que as actividades
que aí se desenrolam tenham a quantidade necessária para que se veja o que se
está a fazer ou acontecer.
É aí que entram os verdadeiros fotómetros ou luximetros:
apenas medem quantidade de luz, deixando ao seu utilizador a tarefa de a usar a
seu bel-prazer ou função. Ele sabe quanta luz necessita e quanta é libertada
pelas diversas lâmpadas no mercado. Tal como saberá de que forma a quantidade
de luz varia em função da distância e qual o rendimento dos reflectores onde
cada lâmpada está colocada. O fotómetro é então usado para verificar os
calculos efectuados e fazer correções nas posições da luminárias se tal for
necessário. Ou substituir lâmpadas que, por deito de fabrico ou pela idade, já
não tenham o rendimento desejável.
Vem tudo isto a propósito deste aparelho que aqui exibo: um
verdadeiro fotómetro. Apenas mede luz, sem complexos cálculos de exposição
fotográfica.
Comprado hoje, por um valor inferior ao de qualquer refeição
de faca e garfo numa qualquer tasca barata. Vi o anúncio num site de artigos
usados e não resiti a o juntar aos demais sistemas de medição de luz e de
exposição fotográfica que por aqui existem.
Se o vou usar para fotografar? Quase de certeza que não. Estou
demasiado viciado nos quadrantes e indicações dos “fotómetros” ou exposímetros,
para usar de um bom pedaço de tempo a fazer contas complexas.
No entanto não confio por completo no que estes me sugerem. Nesta
imagem, por exemplo, usei o exposímetro
da câmara mas reduzi a exposição em 1,5 EVs (mais uma unidade de relativização
de exposição). Isto porque sei como funcionam os aparelhos e, se tivesse
seguido as suas indicações, iria obter um cinzento feio e falso, no lugar de
negro bem profundo do aparelho fotografado.
Os sistemas existentes, para fotografar ou seja para o que
for, dão-nos informações auxiliares e não dogmas a seguir sem contestação. O ser
humano ainda é a peça fundamental no resultado final.
Pentax K1
mkII, smc Pentax-M macro 100 1:4
By me


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