O meu primeiro fotómetro foi um Sekonic. Para os mais
rigorosos, um Sekonic Studio Delux L-28c.
O seu método de leitura preferêncial é o de luz incidente,
pese embora também faça leituras reflectidas.
Pertence ele a uma série de aparelhos desta marca concebidos
primordialmente para directores de fotografia de cinema e iluminadores de
televisão e teatro e foi adoptado pelo mundo fora pelos respectivos
profissionais.
O seu uso foi tão generalizado e com resultados tão
positivos que, apesar de ter sido concebido em meados dos anos ’60, ainda hoje
se vende ainda que com pequenas melhorias entretanto acrescentadas. Claro que
para os que seguem as modas tecnológicas um aparelho cujo mostrador seja um ponteiro
e não um ecrã digital é uma velharia desprezível, mas estão enganados.
Em qualquer dos casos, quando o comprei usado a um director
de fotografia, não consegui encontrar o estojo com as lamelas ou slides que o
tornam ainda mais versátil e prático de usar. Foi um desejo/sonho que fui
alimentando ao logo de dezenas de anos, que só não foi sendo uma frustração
porque me habituei ao que tinha.
Agora imaginem a minha satisfação ao descobrir há pouco que
esta série de aparelhos ainda se fabricam e que o conjunto de lamelas ou slides
também. Melhor ainda, que uma loja em Lisboa tinha esse estojo de lamelas à
venda, novinho em folha. Ponderados os diversos factores – valor do negócio e
importância do capricho – acabei por o ir buscar.
Não sou director de fotografia nem iluminador e o uso que
darei a esta nova aquisição será mesmo diminuto. Mas o cumprir um sonho de mais
de quatro décadas faz qualquer um adormecer com um sorriso nos lábios.
Pentax K1
mkII, smc Pentax-M macro 100 1:4
By me


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