sábado, 28 de fevereiro de 2026

Um clássico




Suponho que conste em todos os manuais de governação:

Criar um inimigo, dentro ou fora de fronteiras, agir contra ele e afirmar que o estado e os governantes protegem os cidadãos.

Quanto assustador for esse inimigo e mais veemente for essa acção, quer pelos discursos, quer pelas legislações, quer por acções bélicas, mais os cidadãos se juntam em redor dos líderes, dando-lhes mais poderes na sua acção.

Claro que, em usando esta estratégia, o poder instituído consegue afastar para segundo plano, por vezes definitivamente, os seus detratores, garantindo assim a manutenção do status adquirido.

Isto nada tem de novo e tem sido usado ao longo de séculos em diversas civilizações mais ou menos autocráticas ou governantes com grandes ambições a tal.

Mesmo neste jardim à beira-mar e mal amanhado a que chamamos Portugal.

Já agora recordo o incremento da contestação interna e as eleições intercalares nos EUA em novembro.

 

Pentax K7, Tamron 18-200


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