sábado, 28 de fevereiro de 2026

Alfarrabismo




Confesso que não resisti.

Numa página on-line sobre fotografia o autor mostra-nos este livro. Não exatamente este mas a sua versão original cuja capa não contém fotografias.

Quando o vi soaram campainhas na minha memória. Melhor, soaram carrilhões cá dentro. Eu conhecia aquilo e, ao mesmo tempo, não conhecia.

Apesar da hora bem tardia, atirei-me às estantes que, apesar de não lá muito bem organizadas, me mostravam as lombadas. Ao fim de um bom pedaço lá encontrei. Este.

O que acaba por ter graça é que o autor da página é um bem-disposto e provocava o público dizendo que lojas de livros usados sobre fotografia que se prezem têm que ter um ou dois exemplares deste. Claro que residindo no Reino Unido, local onde a versão original foi publicada, não conhece a realidade livreira portuguesa. Mas lá lhe respondi, exibindo o meu exemplar, que não está à venda.

Graça, mas graça mesmo, foi saber pelos demais comentários que esta obra se espalhou pelo mundo, do Brasil à Bulgária, passando pela Àfrica do Sul. Não sei se na Bulgária fizeram uma tradução ou se foi a versão original.

O que sei é que o meu exemplar foi comprado em Lisboa em 1982 e que custou 750 escudos. Provavelmente na livraria Bertrand.

Se o recomendo? O que recomendo sem sombra de dúvida é que andem de olho nos alfarrabistas e feirinhas onde aparecem livros com mais de 40 anos, como este. Garantidamente que estão desactualizados no que toca a técnica. As imagens serão “datadas” no que a estética diz respeito, pois seguirão as modas e tendências da época. Mas há coisas que não mudam e com os antigos aprendemos sempre qualquer coisa. Nem que seja a forma estável de segurar uma câmara ou a importância que tem um pára-sol.

Quanto ao resto, ver fotografias é sempre um prazer.

 

Pentax K1 mkII, smc Pentax-M macro 50 1:4


By me

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