terça-feira, 7 de outubro de 2008

Um post de M...


Já passou a fronteira dos trinta! Foi mãe há pouco tempo e, como acontece com algumas mulheres, ficou ainda mais bonita.
É simpatiquíssima, teve uma vivência na sua juventude (onde acaba a idade da juventude nos tempos que correm?) bem rica e multicultural, o que lhe permite, mesmo que não fosse de raiz, ter uma visão do mundo e da vida bem, mais alargada que o comum dos seus conterrâneos.
Conheço-a aqui da rua e, em regra, encontro-a no café, quando calha. E sei que está no seu interior porque, preso na porta, do lado de fora, fica o seu cachorro, tão calmo e pachorrento quanto a dona.
Quando acontece encontrarmo-nos, as nossas conversas são bem agradáveis, versando assuntos dos mais variados matizes, da tecnologia à mística, da sociedade à fotografia, da política à natureza. Partilhamos admiração pelos nossos ancestrais nos mesmos pontos, ainda que a sua abordagem seja bem mais espiritual que a minha, histórica.
Apesar de tudo isto e de partilharmos igualmente ideais sobre ecologia e conservação da natureza, não tem nenhum pejo em deixar que o seu cão, à trela, deixe os seus dejectos no passeio, por onde todos andamos. Mais, assume-o com naturalidade, dizendo que ele (o cão) não gosta de fazer onde os demais fazem e, após o alívio canino, continua o seu passeio. Deixando para trás onde quer que tenha sido, as “prendas” animais. Mesmo que fiquem rigorosamente no caminho dos outros passantes!

Ser coerente é algo que dá trabalho! Há que pensar, conciliar ideias e ideais e agir em conformidade, mesmo que isso implique gestos e palavras trabalhosas, relacionamentos nem sempre os mais cordiais ou actividades não muito simpáticas, como sejam o recolher as bostas do cão de estimação.
Nem sempre temos surpresas agradáveis por parte de quem estimamos ou admiramos!

E se este é um post de M…., foi ela mesmo, a M… que o provocou!


Texto e imagem: by me

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