Entrada recente na minha coleção é este fotómetro. Que tem
uma história interessante, para além do objecto propriamente dito.
Fui a uma feira de rua, de velharias e outras não tanto.
Sabia que por lá estaria um vendedor habitual, neste e noutras equivalentes,
especializado em artigos fotográficos usados ou mais para além disso.
Conhecemo-nos há muito.
Depois das banalidades habituais e do meu varrer com o olhar
o que ele havia escolhido levar para este dia, diz-me ele: “Tenho aqui algo que
o vai interessar”. E, de meio escondido no meio do resto, este fotómetro.
“Estava a guardá-lo para quem sei que lhe dá valor e estima.”,
continuou ele, na conversa mole de querer prender um cliente.
Eu já estava preso antes de ele falar. Este Sekonic L38 Auto
Leader, de 1960, era-me desconhecido e menos comum por um detalhe técnico:
Para ser mais reactivo em situações de pouca luz, possui incorporado
um painel adicional de células que se somam às habituais.
Tenho um aparelho semelhante, da Leica, mas o painel extra é
peça separada. Incorporado não conhecia.
As soluções técnicas de meados do séc XX, ou anteriores,
para solucionarem limitações são engenhosas e nunca deixam de me surpreender.
Claro que veio para casa, depois de uma pequena troca de
argumentos sobre o valor do negócio.
Como adicional sempre digo que deu luta o fotografá-lo,
obrigando-me a recorrer a truques ou técnicas pouco convencionais para obter o
efeito desejado.
Pentax K1
mkII, smc Pentax-M Macro 100 1:4


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