Não tenho pressa. Nem cliente, nem prazos, nem encomenda.
Não tenho urgências, portanto vou com calma.
Quando estou para aí virado, vou para o estúdio e viro mais
algumas fotografias. Com tudo o que isso implica de preparação técnica, de
preparação e verificação dos assuntos, de tratamento de imagem e de pesquisa
posterior com o respectivo arquivamento. Uma hora cada, se tudo correr muito
bem. Bem mais, se tudo correr muito mal.
Refiro-me à criação de uma espécie de catálogo das peças
fotográficas que por aqui há. Para minha organização e organização de quem
nisso pegar.
Desta feita estou de volta dos aparelhos de medição de luz,
a que toda a gente chama de fotómetros. De tantos géneros e modos de utilização
que são que, genericamente lhes podem chamar de “fotómetros”, ainda que tenham
nomes específicos, em função da idade, do método e tecnologia, e da região do
globo de onde são originários.
Hoje calhou que, de entre os que tirei da gaveta para
fotografar viesse este. Um Quantum de sua marca, “calcu-flash-II” de seu nome.
Foi o meu terceiro aparelho de medida no campo fotográfico e
não me recordo onde o comprei. Sei, antes sim, que tinha uma necessidade
tremenda de aquilatar as luz emitida pelas unidades de luz instantânea:
quantidades e qualidades, zonas iluminadas e zonas sombreadas. Não havendo
lâmpadas piloto, isto é vital.
Acontece que de tanto usar e medir, de bem conhecer as fontes
de luz, fui deixando de necessitar do aparelho, passando a confiar mais na
minha experiência e colocando o “flashmeter” primeiro no saco, depois mesmo em
casa. Dei-me mal algumas vezes, que a arrogância do “eu sei fazer” nem sempre
resulta. Medir e ter certezas é importante.
Há anos que não lhe pegava, até porque uso outro, mais
moderno e multifuncional.
Mas hoje, depois de ter verificado a ausência de baterias,
ter limpo os contactos e colocado baterias novas, as minhas mãos sabiam o que
fazer e o que procurar, mesmo antes de a minha mente se aperceber do que estava
a fazer. Incluindo a escala adicional que lhe tinha acrescentado então e que
permite ler as relações de contraste no quadrante de leitura.
Foi com carinho que o usei, foi com gentileza que o fotografei
pensando na utilização da imagem, e foi com amor que decidi que, em terminando
esta sequência que tenho entre mãos, merecerá uma abordagem mais cuidada e
desligada de um catálogo.
Afinal, uma ferramenta como esta, com bem mais de quarenta
anos, em perfeito estado de conservação estético e funcional, e sendo a primeira
do seu género nas minhas mãos, merece um tratamento especial.
É que, digam o que disserem, não há amor como o primeiro!
Pentax K1
mkII, smc Pentax 100-M macro 1:4
By me


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