Estava numa feira de velharias e artesanato. O sol ainda não
tinha aquecido a sério e prometia vir a estar bravo. Por isso, eu estava mais
ou menos com pressa, a tentar fechar
negócio sobre um fotómetro Sverdlovsk 4 que ali estava à venda.
Mas não deixava de estar alerta com os demais visitantes.
Nunca se sabe o que aparece. E apareceu!
Entre as pessoas que se aproximavam, duas mocinhas. Uma
delas com duas câmaras penduradas no ombro esquerdo. Estranhei e esperei que se
aproximassem para melhor perceber. Uma era esta e saí-lhe ao caminho.
Turistas, não sei de onde, acabámos por estar à conversa
sobre a bela da Pentax. Herança do avô, tudo funcional excepto o fotómetro,
mesmo com pilha. Mostrou-ma e não era de todo a correcta.
Lá estive a explicar-lhe que pilha deveria usar e onde
comprar, mesmo que sem garantias de o fotómetro estar funcional.
Mas disse-me que usava a regra do f/16 e que, quando tinha
dúvidas, usava a digital para medir a luz. Esperta, a mocinha.
Elas lá foram no seu passeio turístico, mesmo que
escaldante. E eu fiquei com o registo de uma Pentax em uso na cidade de Lisboa,
coisa cada vez mais rara.
Pentax K1 mkII, smc Pentax-FA 28-200
By me


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