domingo, 5 de julho de 2026

Era uma mocinha esperta




Estava numa feira de velharias e artesanato. O sol ainda não tinha aquecido a sério e prometia vir a estar bravo. Por isso, eu estava mais ou menos  com pressa, a tentar fechar negócio sobre um fotómetro Sverdlovsk 4 que ali estava à venda.

Mas não deixava de estar alerta com os demais visitantes. Nunca se sabe o que aparece. E apareceu!

Entre as pessoas que se aproximavam, duas mocinhas. Uma delas com duas câmaras penduradas no ombro esquerdo. Estranhei e esperei que se aproximassem para melhor perceber. Uma era esta e saí-lhe ao caminho.

Turistas, não sei de onde, acabámos por estar à conversa sobre a bela da Pentax. Herança do avô, tudo funcional excepto o fotómetro, mesmo com pilha. Mostrou-ma e não era de todo a correcta.

Lá estive a explicar-lhe que pilha deveria usar e onde comprar, mesmo que sem garantias de o fotómetro estar funcional.

Mas disse-me que usava a regra do f/16 e que, quando tinha dúvidas, usava a digital para medir a luz. Esperta, a mocinha.

Elas lá foram no seu passeio turístico, mesmo que escaldante. E eu fiquei com o registo de uma Pentax em uso na cidade de Lisboa, coisa cada vez mais rara.

 

Pentax K1 mkII, smc Pentax-FA 28-200


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