Tenho recordado recentemente as opções violentas alemãs da
época nazi.
O envio para campos de concentração ou de extermínio
daqueles que não estavam na “normalidade”: judeus, ciganos, deficientes, pretos,
homossexuais, comunistas...
Todos aqueles que, de algum modo, eram diferentes do ideal
nacionalista alemão imposto. Milhões!
E, de algum modo, todas estas vítimas serviram também para
alimentar o medo dos “inimigos internos” e que o poder autoritário da ditadura
se propunha a afastar da população “pura”.
Porque é que me tenho recordado desta barbárie e de como
começou?
Porque por cá o poder político instituído e os que lhes vão
dando apoio estão nesse inicio de caminho. São as leis contra os migrantes, é a
perseguição a ciganos, são os subsídios a deficientes, são os símbolos gay...
A coligação governamental, com os seus parceiros à direita,
estão a colocar como legal a discriminação aos diferentes. São normas, leis,
regulamentos, ditas “suaves”, mas que penalizam a diferença e criam no cidadão
comum a ideia de que aquilo que lhes custa na vida tem por origem essas
pessoas. Mas que cá estará o governo para os proteger.
São passinhos pequenos, de bebé, que quase não se dão por
eles no todo dessa discriminação social, na marginalização dos diferentes.
Mas nos anos 30 do século passado, na Alemanha, a coisa
começou também assim, discreta. Até chegar onde chegou!
Pentax K7, Tamron 18-200
By me


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