segunda-feira, 11 de setembro de 2017

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A Bíblia incita-te a amar.

O Kamasutra explica-te como.
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O Ministério Público abriu um inquérito formal a André Ventura, na sequência das suas declarações sobre a comunidade cigana.
Não faz sentido perseguir alguém por dizer o que pensa. Ou pela sua etnia.
O problema levanta-se quando um candidato a um cargo público político (central ou local) baseia o seu programa de acção na perseguição a uma etnia.
Aqui, cidadãos e justiça não podem ficar indiferentes.

E quando as organizações partidárias se solidarizam com tal discurso, a coisa ainda fica mais feia.
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Ecos



As coisas que nos passam pela cabeça e que temos que as manter lá…
Porque são só nossas… porque não é “correcto” divulga-las… porque são “segredos”… porque não as entendemos… porque não as queremos pensar…

Ainda se estivesse cheia de areia para que tudo isso não fizesse eco…

By me

Sóc Català


Efemérides

Para que conste:
Hoje é dia 11 de Setembro em Barcelona, Santiago do Chile e Nova York.
Sê-lo-á também noutros locais, mas a memória e os media se encarregarão de apenas referir o que mais lhe convier.

Em caso de dúvidas, compare-se o número de vítimas insulares e continentais na sequência do furacão Irma e de onde obtemos maior destaque.
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domingo, 10 de setembro de 2017

Educação



Ele há coisas tão certas como o natal ser em Dezembro e a Páscoa calhar a um domingo:
É todos os anos haver milhares de pessoas que são ou querem ser professores e que não são colocadas no sistema público de ensino.
Sendo que este é muito maior e com muitos mais funcionários que o privado, o certo é que estas pessoas ou ficam sem trabalhar ou vão exercer qualquer outra actividade, a título provisório ou definitivamente.

Além do incómodo que me provoca saber do desespero destes milhares de concidadãos, há uma coisa que me provoca raiva:
Quem não os contrata é o estado, gerido pelo governo. Este tem por função organizar a coisa pública em função da eficácia, dos custos e da vontade do povo.
A maioria destes candidatos a um cargo de professor é formada nas escolas públicas, pertença do estado e geridas pelo governo.
Também é o estado que detém o instituto nacional de estatística, que todos os anos nos informa da explosão demográfica negativa, ou seja, da diminuição do número de crianças nascidas. Estes nascimentos acontecem uns cinco ou seis anos antes dos seus ingressos nas escolas.

Então, sabendo-se sem grande dificuldade que a necessidade de professores está a diminuir, porque motivo todos os anos o ensino superior coloca no mercado de trabalho mais e mais jovens formados para essa actividade? Em maior número do que as necessidades resultantes do número de crianças nascidas e dos que se reformam?
Ou seja, porque motivo o estado, pela mão do governo, mantém nesta actividade lectiva uma oferta de mão-de-obra substancialmente superior à da procura?

Está-me a parecer que o governo, que são pessoas contratadas pelo estado para o gerir, está a fazer mal o seu trabalho. Não o tem feito ou desempenhado correctamente ao longo dos últimos talvez trinta anos as tarefas para as quais tem sido contratado, resultando daí o sofrimento e a frustração de milhares de cidadãos.
O que é grave nesta gestão danosa, é que os danos não são apenas materiais mas, e principalmente, de ordem humana. Afectando com isso, e com carácter regular, muitos milhares de pessoas todos os anos e de uma forma regular. Na sua vida actual e futura.

Se os feriados podem ser criados ou eliminados, de acordo com os interesses políticos e as tradições populares, também esta rotina anual de incerteza e desespero de umas dezenas de milhar de pessoas, jovens ou não tanto, pode ser anulada ou substancialmente minimizada.
Basta para isso saber gerir e prever cientificamente o futuro. O que, na prática, é o que se pede a um governo. Qualquer que seja a sua cor partidária! 


By me

Avaliações

Repare-se como a violência da natureza (inundações, sismos, tempestades, incêndios…) são aquilatadas em dinheiro e valores dos estragos.
Ficam para segundo plano as mortes, as vidas destruídas, as perdas de habitações e trabalho…
Avaliar da importância de um furacão pelos milhões de euros ou dólares de prejuízo é o mesmo que qualificar a importância de uma pessoa pelo que se gastou no seu funeral: hipocrisia.

Mas nem políticos nem jornalistas conhecem outra forma de medir a vida. Ou a morte.
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heuh - shall we?



Temos a idade que sentimos, somos aquilo que fazemos.
O resto são calendários, adjectivos e advérbios.

E sabemos que palavras leva-as o vento.

By me

Receitas



Mau humor?
Irritação?
Complicações sociais?
Deixe-se disso!
Gaston La gaffe é a solução!
O relaxe.
O desopilar o fígado.
A risada total.
Uma dose de Gaston La Gaffe por dia, nem sabe o bem que lhe fazia!


sábado, 9 de setembro de 2017

Memórias



Numa estação de caminho-de-ferro de Lisboa, um diagrama da rede.
Para além das linhas e cruzamentos, os nomes das estações acompanhados de símbolos relevantes nesses locais.
Em baixo, uma legenda identificava o significado de cada um desses ícones.
Esta é uma imagem de parte dessa legenda.
Repare-se como os “locais de interesse” estão identificados com uma câmara fotográfica.
Pouco importa o que possamos ouvir, cheirar, palpar ou degustar nesse local: se é de interesse é para fotografar. E mais tarde recordar.
Talvez que nem se recorde do que se sentiu no local: o aroma de um restaurante próximo ou maresia, o ruído do tráfego ou pássaros, a aragem a incidir na pela ou aspereza do muro em que nos encostámos. Desde que a câmara possa registar é quanto importa.
A este respeito, recordo dois textos lidos ainda não há muito tempo:
Num deles contavam-nos como algures nos anos cinquenta, aquando do boom do turismo nos EUA, se assinalavam nas estradas os locais de interesse com um sinal de trânsito contendo uma câmara fotográfica. Se bem recordo do que li, esta campanha terá sido promovida por uma conhecida marca de películas, papeis e câmaras fotográficas. Já então se entendia que o que era “bonito” era para ser fotografado e alguém se encarregava de informar o público do que merecia ou não uma fotografia “para mais tarde recordar”.
No outro texto falavam-nos de uma experiência ocorrida na Grã Bretanha: dois grupos equivalentes de estudantes universitários foram convidados a fazerem um trabalho escrito sobre um tema dado. A diferença estava em que a um dos grupos era pedido que consultassem apenas o constante na respectiva biblioteca e ao outro para consultarem em exclusivo o conteúdo da internete.
Depois do trabalho feito, foram os grupos testados sobre o que a sua memória havia retido do estudado. O grupo da biblioteca tinha uma memória razoável do lido e onde e o grupo da web havia fixado os locais onde havia pesquisado mas pouco dos respectivos conteúdos.
A nossa memória, aos poucos, vai-se transferindo dos neurónios para os digitais, fazendo mesmo colocar de parte os sentidos e os sentimentos.
Confiamos nas memórias artificiais, na imagem que é a imperatriz autocrática desta geração e que até são particularmente frágeis e passíveis de serem perdidas. E, para as alimentar, deixamos de parte o que elas têm de mais importante: os prazeres dos sentidos.

Diz-vos isto alguém que faz da fotografia o “alimento da alma”. Mas que se recusa a fazer fotografias de férias ou de as usar para mais tarde recordar.

Por muito que goste de fotografia, viver é muito mais importante!

By me