Estive hoje na exposição que decorre na Faculdade de Belas
de Lisboa. Não a visitei toda!
Para já chateei-me logo à entrada:
Tratando-se de um evento que acontece em Lisboa, que até é a
capital de Portugal e onde a língua materna e oficial é o Português, logo à
entrada sou confrontado com cartazes, indicações e disticos em Inglês. Não
bilingues. Em Inglês!
Um raio que os parta. E fi-lo saber a quem estava por ali,
seja os voluntários, que tinham uma camisola vestida escrita em Inglês, como
junto de um dos organizadores.
Fiquei logo com os azeites!
Mas vi a primeira exposição, que estava patente numa das
salas do piso térreo. E gostei do que vi, pelo menos de algumas.
Mas a porca torceu o rabo quando me dirigi para a segunda.
Estava num lugar magnifíco, mas antecedido de escadas. De muitas escadas.
Antigas, de pedra e irregulares, num espaço que terá sido a cisterna do palácio
onde a faculdade está instalada.
O lance exterior ainda me arrisquei a percorrer, apoiado na
parede. Mas a receio. Mas quando vi o interior, longo e com poucos e frageis apoios,
todo o meu ser se recusou. Não apenas a minha artrose de anca protestou contra
o descer e o posterior subir sem apoio fiável como a minha visão mono-ocular
não conseguia assegurar-me das alturas dos degraus. Todo o meu corpo disse não!
Uma exposição fotográfica em Lisboa, onde o Português não é
a língua principal e onde não há acessibilidade a pessoas com mobilidade
condicionada...!
Eu quero que a Fujifilme, patrocinadora do evento, vá dar
banho ao cão!
Salvou a tarde o facto de ter feito três ou quatro
fotografias com a minha câmara de bolso, incluindo este túnel que conduz a uns
sanitários, de acordo com as indicações. Bem como com o velho caixote que está ainda
em teste.
A isto junte-se o ter regressado a casa com mais um exemplar
para a minha colecção de câmaras Pentax. Os cromos difíceis são isso mesmo:
difíceis.
Apesar de ter começado mal – muito mal mesmo – acabou bem a
tarde.
Lumix DCM TZ60


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