Saí de casa com duas câmaras fotográficas: Uma Brownie, nas
costas e dentro da caixa de couro; uma câmara de bolso Pentax I-10, guardada no
bolso.
O dia prometia ser duro (foi-o) e não quis arriscar muito
peso. Mesmo assim, junto com o calor (escolhi mal o dia), foi um dia duro.
A Brownie porque está em testes (e eu com ela), a Pentax
porque alguma outra coisa tinha que levar.
Regressei depois de almoçar mal e porcamente e com uma única
fototografia: esta. Felizmente as fotografias pesam menos que o cimento destes
arcos, que já conhecia, embora a distância.
Do bolso para as mãos, um clic, de novo para o bolso, que é
a vantagem das câmaras de bolso. A perspectiva compunha-se à medida que me
aproximava, qual dançarino nas táboas, à espera que o cérebro aceitasse o que
os olhos viam. Aceitaram. Uma vez. Uma única vez, que não adiantava fazer mais.
Qualquer outra coisa seria chover no molhado, apesar do calor que fazia.
Aprendi com um
mestre, ao vivo e a cores, a ver antes de usar a ferramenta. Não importa qual. Passeava-se,
de mãos atrás das costas, olhando, olhando, até dizer “É daqui”! E era.
Não lhe chego aos calcanhares, mas esforço-me por isso.
Os meus respeitos, Zé Castelhano.
Pentax I-10
By me


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