domingo, 13 de setembro de 2026

E memória




Saí de casa com duas câmaras fotográficas: Uma Brownie, nas costas e dentro da caixa de couro; uma câmara de bolso Pentax I-10, guardada no bolso.

O dia prometia ser duro (foi-o) e não quis arriscar muito peso. Mesmo assim, junto com o calor (escolhi mal o dia), foi um dia duro.

A Brownie porque está em testes (e eu com ela), a Pentax porque alguma outra coisa tinha que levar.

Regressei depois de almoçar mal e porcamente e com uma única fototografia: esta. Felizmente as fotografias pesam menos que o cimento destes arcos, que já conhecia, embora a distância.

Do bolso para as mãos, um clic, de novo para o bolso, que é a vantagem das câmaras de bolso. A perspectiva compunha-se à medida que me aproximava, qual dançarino nas táboas, à espera que o cérebro aceitasse o que os olhos viam. Aceitaram. Uma vez. Uma única vez, que não adiantava fazer mais. Qualquer outra coisa seria chover no molhado, apesar do calor que fazia.

Aprendi  com um mestre, ao vivo e a cores, a ver antes de usar a ferramenta. Não importa qual. Passeava-se, de mãos atrás das costas, olhando, olhando, até dizer “É daqui”! E era.

Não lhe chego aos calcanhares, mas esforço-me por isso.

Os meus respeitos, Zé Castelhano.

 

Pentax I-10


By me

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