Dizer “foi morto” é quase a mesma coisa que dizer “foi
assassinado” ou “foi abatido”.
O problema põe-se no “quase”!
“Foi morto” é uma expressão neutra, não se sentindo que haja
uma atribuição de culpa. É um mero facto.
“Foi assassinado” tem uma carga criminal. Quem assassina é
um criminoso e deve ser punido pela lei.
“Foi abatido” aparenta legitimidade, um acto executado
seguindo ordens superiores.
Em qualquer dos três casos existe alguém que morreu. Em qualquer
dos três casos existe alguém que interveio nessa morte. E existe um jornalista
que decide usar uma das três versões para fazer passar a sua opinião sobre o
facto, moldando a opinião do públlico.
E nós, os anónimos do público, não queremos saber a opinião
do jornalista.
Ide-vos!
.
Este desabafo, que não nada de original, surge na sequênncia
das opções jornalísticas usadas por cá sobre os casos de cidadãos
norte-americanos mortos por agentes da polícia.
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