quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Final feliz




É um erro comum: confundir “ser fã de” com “ser fanático por”.

No meu caso e fotograficamente falando, pese embora ser fã da marca Pentax, não sou fanático. Nem exclusivo. Este é um exemplo disso.

Eu tinha vinte e qualquer coisa e, já nem sei porque motivo, adquiri uma Rolleiflex SL35. Talvez porque eu quereria ter uma segunda câmara para alternar entre preto e branco e côr. Talvez porque o nome da marca fosse sonante (então e agora), e garantidamente porque terá sido muito barato.

Recordo ter ido para a zona velha da cidade com um amigo e compincha fotográfico para fazer o rolo de estreia. E de ter, com ela, feito fotografias de um aparatoso e grave acidente de moto.

E pouco mais recordo dela. Uns dias depois, em chegando a casa constato que esta tinha sido assaltada e que a câmara tinha sido levada. Por sorte, algo deve ter assustado os ladrões que não passaram do átrio de entrada, ou teriam levado, com toda a facilidade, a mala com o restante material (este Pentax). Foi um amargo de boca de sempre tive.

Há não muito tempo vejo este exemplar na montra de uma loja. Por uma casualidade passei por ali. E até os olhinhos se me saltaram da cara! Seria o fim de um ciclo com dezenas de anos, um regresso ao passado com um final feliz.

Ainda resisti, ponderando durante uns dias. Que do ponto de vista orçamental não me convinha. Mas a gula venceu e fui busca-la. Mas ainda tive que esperar uns dias, que a primeira abordagem logo ali na loja demonstrou não estar o fotómetro calibrado. Mas quando lá voltei por ela, depois de afinada, saí da loja qual puto feliz com brinquedo há muito desejado.

Está ali para as curvas e para os rolos, assim eu saiba tirar partido de uma velharia do início dos anos 70.

 

Pentax K1 mkII, SMC Pentax-M macro 100 1:4

 

By me

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