quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Livros




Tal como alguns criminosos e delinquentes estão proíbidos de se aproximarem das suas vítimas, também eu deveria ter uma pulseira electrónica que me inibisse de me aproximar de livrarias. O estado das minhas finanças agradeceria.

Estive numa livraria. A STET, que recomendo a todos os da zona de Lisboa mas não só, já que também funciona on-line. A sua especialidade é a imagem, sob diversas facetas mas com a fotografia predominante, e é difícil lá ir sem se sair com algum livro na mão. Isto para quem se interesse sobre o tema, claro.

Passei por lá por via de uma obra que tinha encomendado e que, aparentemente, não se encontra sob a forma de papel. Mas, e para que vejam o tipo de atendimento, não o tendo deram-se ao trabalho, ali à minha frente, de procurar referências on-line sobre ela, incluindo a versão pdf. De borla! Se isto não é bom serviço ao cliente, não vejo o que possa ser.

Mas vim de lá com duas outras obras: uma particularmente dispendiosa até porque incomum, da qual tenho vergonha de agora e aqui falar, e esta bem mais modesta.

Ainda não me debrucei sobre ela. A bem dizer, vi-a e nem hesitei na sua compra, até porque bem acessível. O nome do autor é para mim como polen para abelhas. Gosto particularmente da forma como ele escrevia: na facilidade dos textos, apesar da profundidade dos conteúdos. E, particularmente, das ideias que lhes estão subjacentes de um ponto de vista geral  e social e que não apenas relacionadas com a imagem geral ou a fotografia ou pintura em particular. Para quem o não conhecer, recomendo vivamente.

 

Como adicional, acrescento que esta fotografia tem um erro crasso, de que só me apercebi depois de tratada.

Pese embora o enquadramento e a luz de base serem particularmente simples, a luz principal vem do lado direito e as sombras projectadas para a esquerda.

Ora isto é um disparate, a menos que se seja canhoto. Um destro terá o cuidado de ter a luz que ilumina o seu local de trabalho à sua esquerda, para que as sombras, ao escrever, se projectem para a direita. Ou se preferirem, para a zona do papel ainda não escrito, em vez de sobre o que se acabou de escrever.

Para quem nunca pensou no assunto, sugiro que tentem ter o candeeiro ou a janela de um lado ou do outro e verifiquem qual o mais confortável.

 

Pentax K1 mkII, SMC Pentax-M macro 100 1:4

 

By me

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