Tenho que admitir que, para mim, sair de casa sem uma câmara
fotográfica é-me quase tão mau quanto sair de casa despido. Ambos os casos são
hábitos muito antigos, e o ser humano é um animal de hábitos.
Tinha que ir à cidade tratar de dois ou três assuntos. Basicamente
seria sair de um local para seguir para o seguinte, sem muito tempo para
“vadiar” e fotografar. Mas, do memo modo que ir vestido, teria que levar uma
câmara. Leve, de preferência.
Pouco tempo antes havia-me chegado às mãos a Pentax K-S2.
Pequena e leve como eu queria. Com o acréscimo de ainda não estar bem
familiarizado com ela. E por “familiarizado” entenda-se que as minhas mãos
ainda não sabiam de cor a localização dos botões e a minha mente ainda não
sabia de cor os menus e sub-menus. E ambas questões são importantes para que
possamos encontrar o momento decisivo e o enquadramento certo sem nos
preocuparmos muito com questões técnicas.
“Hoje vai esta”, pensei, em oposição às do costume: Uma DSRL
K5 e uma DSLR K1. Por outras palavras, 670 gramas em oposição a 750 e 1010
gramas respectivamente.
Mas haveria que pensar na objectiva. Também leve, de
preferência. A escolha recaiu na SMC Pentax-M 40 1:2,8. Não tenho em casa
nenhuma objectiva com baioneta K mais pequena ou mais leve que isto. E, a
juntar à escolha, é uma objectiva com um ângulo que não me dá muito conforto, o
que me leva a insistir no seu uso até me ser “natural”.
“O conjunto certo”, pensei antes de olhar para ele.
Depois de olhar para ele já completo, concluí que, do ponto
de vista visual, será difícil de encontrar melhor conjunto câmara/objectiva. É
bonito e harmonioso nas suas proporções, quase que feitos um para o outro.
O que acaba por ser divertido? Passei a tarde ocupado às
voltas na cidade, de um local para o outro e nem uma vez levei a câmara à cara.
Mas também trago cuecas vestidas e nem uma vez precisei de lhes mexer.
Pentax K1
mkII, SMC Pentax-M macro 100 1:4
By me


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