quinta-feira, 3 de junho de 2010

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sem valor



Um conhecido de longa data publicou isto no seu blog (http://www.universosassimetricos.blogspot.com/) :
“Os bancos têm alguma função social ou são só predadores largados dentro do redil dos cidadãos?
Tens a certeza, leitor, que não consegues dispensar os bancos? Pensa nisso!”

Agora, leio isto no jornal Público:
“Credibom despede 87 trabalhadores para garantir “viabilidade da empresa”
A empresa de concessão de crédito Credibom despediu hoje 87 trabalhadores para “assegurar a viabilidade da empresa”, que registou sete milhões de euros de prejuízo em 2009, disse o presidente do grupo em entrevista à Lusa.
A deterioração da situação económica da Credibom deve-se à redução das margens financeiras, ao aumento do risco do número de pessoas que não podem pagar os seus empréstimos, e a uma queda no mercado de crédito ao consumo que, em Portugal, caiu 26 por cento em 2009.
Já em 2010, em Portugal, esta queda ultrapassa já os 12 por cento, segundo o presidente da Credibom, João Leandro.
“Isto colocou a empresa numa situação difícil, com um quadro de pessoal extenso demais para a actividade, e a única maneira de assegurar a viabilidade da Credibom e manter os 400 postos de trabalho é avançar para uma reestruturação”, afirmou o responsável.”

É difícil fazer revoluções sem vítimas inocentes, mas talvez este seja um primeiro passo!
Até porque, ainda que sem grilhetas e para além da cor da pele e das crenças de cada um, estamos escravizados por um sistema sem ética ou moral, em que os capatazes dão pelo nome de “instituições de crédito”, o chicote chama-se “crédito”, as plantações “fábrica” ou “serviço”.
Mas quer se trate da versão convencional ou desta novel, a mais valia reverte sempre e sempre para os mesmos!

Texto e imagem: by me

Um olhar - Conceição




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Um par no colchão



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Ganhos e perdas



É uma mania que eu tenho: não corro para apanhar um comboio ou autocarro!
A gestão de tempo que faço tem, entre outras condicionantes, a existência de margem de manobra para que existam imprevistos: um transporte que se não apanhou, um café que apeteceu tomar, uma garota que soube bem observar, uma conversa que surgiu.
Vai daí que, em estando a chegar à estação, estava também a chegar um comboio. Ou bem que ele esperava por mim (o que sei que não faria), ou bem que eu correria (o que eu não faria), ou então esperaria eu pelo seguinte, que é garantido e está dentro dos meus “timings”. Foi o que fiz.
Mas, sendo certo que entre duas composições medeiam vinte minutos, e sendo certo também que de um dia para o outro pouca coisa nova haveria de aparecer caída na linha (é local que observo com atenção, que somos sempre surpreendidos com o que por lá encontramos) decidi usar um pouco desse tempo do outro lado da estação.
É tão atraente (ou tão pouco) quanto o lado que conheço bem: passeio, escadas, automóveis, prédios. Tem a desvantagem de não possuir um quiosque, pelo que ali não compro cigarros. Também não tem, por perto, um cafezinho onde possa tomar uma bica em jeito de matar o tempo.
Mas tem a vantagem de possuir umas floreiras, nem sempre muito bem cuidadas, mas onde a natureza se manifesta, independentemente da vontade humana.
Foi assim, neste matar de tempo, que dei com isto. E uma ligeira borrifadela com a água do pulverizador completou a coisa. O que, estou certo, deixou a florzinha agradecida, que o calor tem apertado.
Moral da história. O que eu teria perdido se tivesse corrido para o comboio!

Texto e imagem: by me

terça-feira, 1 de junho de 2010

Mais um desirmanado




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Adenda



I hate sun glasses!

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Um olhar - Daniel


Using the dog as an approach is almost as old as the dog it self: “Bite?” – “Not at all!” - “Oh! And the dog?”
Of course, another crutch, also almost infallible, is the little baby, in his little car, walked in the park. It’s like honey to bees.
For three years I used a fake old wooden camera, offered them a printed photo and, once in a while as a bonus, I asked for a different portrait or eyes.
Now, really difficult is when do not have any extra help and we really want that picture (or what so ever).
This is one technique:
Just go to that counter where they sell beer, or pints or “imperial”, as we call it here, near the Jazz concert. And, when those eyes came to us, I said:
“Just a second ago I wanted one thing, now I want two things: one easy and one difficult.” And show a friendly smile.
“And that would be…?”
“Well, the easy one is a beer. A real cool one.”
“And the difficult…?”
“I want to make a photo of your eyes. Can I?”
With or without beer, it works nine of ten times. Of course, it may take some more talking, and it is advisable to look around before, just to see who’s there and how.
Some times is just the eyes I get; Some times I’m lucky and able to do a portrait; Some less times we end up sharing also a beer; And seldom we became friends for ever.

Another approach, exclusive for smokers like me, is when I’m asked for my lighter in the street.
I pick it up from my belt, hold it for a second or two half way, and say:
“I’ll trade it!”
“Excuse me?!”
“My light for a photo of your eyes!”
It doesn’t matter if they are man or lady: nine of ten times I get the photo done!

I guess that surprise and a friendly smile are the key words!

Texto e imagem: By me

Um olhar - Liliana




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