terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Marca de luz




Fotografar implica a existência de algum tipo de luz. Mesmo que diminuto.

Pode ser natural ou artificial, constante ou instantânea.

Durante muitos anos recorri à luz artificial quando a natural não era suficiente ou do meu agrado. Em regra luz de flash.

Como o orçamento e o espaço nunca foram muitos, fui optando por flash portateis, vulgo speedlight. Comprados em função das necessidades do momento e das disponibilidades do mercado.

Claro que, sempre que possível, fui optando pela marca Pentax, acabando por juntar estes cinco.

Guardados em separado dos de outras marcas, já pouco uso dou a este tipo de luz pois acabei por optar pela luz LED, o certo para o que vou fazendo em interior.

 

Pentax K1 mkII, SMC Pentax-M macro 50 1:4


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Nostalgias




Faz-me falta voltar a poder fazer fotografias destas

 

Pentax K7, Sigma 70-300


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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Antônio Conselheiro




Toda a História tem pormenores originais, uns divertidos, outros não tanto.

A fotografia aqui exibida é de Antônio Conselheiro, um activista político-religioso que liderou um movimento ao estilo dos “sem-terra” no Brasil, no final dos anos oitenta do séc. XIX.

Ficou o movimento, e a guerra, conhecida por “A guerra dos Canudos”. E que terminou com aquilo a que se pode chamar de “massacre” dos “revoltosos” por parte do exército Brasileiro.

Nada tem de especial isto. Aconteceu um pouco por toda a parte ao longo dos tempos.

O que é realmente original é ter sido o líder desenterrado, que morreu na véspera do combate final, duas semanas depois para ser fotografado. Essa fotografia foi feita pelo fotógrafo brasileiro Flávio de Barros, ao serviço do exército.

O objectivo de tal macabro registo foi o divulgar a imagem pela imprensa nacional com o fito de demonstrar que o político e santo (ou vice-versa) mas rebelde, estava morto e, com ele, o movimento.

 

Há quem seja ”morto” nas fotografias (apagado delas) para que não haja provas públicas da sua envolvencia nas situações retratadas.

Esta intervenção fotográfica é, para mim, única na história.

Descoberta num pequenino livro sobre a história da fotografia no Império brasileiro, levantou-me suficientes desconfianças na sua veracidade a ponto de ter procurado outras fontes que o confirmassem.

 

Estranho mundo o nosso, o dos fotógrafos!


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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Fruta da época




Esta é uma garbosa chave de fendas que reside numa mala de ferramentas.

Fui dar com ela assim, como a vedes, por via da água e do frio que temos vivenciado.

Mas, pensando bem, quem não?

 

Pentax K1 mkII, SMC Pentax-M macro 100 1:4


sábado, 7 de fevereiro de 2026

Tristezas




Saber um ex-aluno a militar na extrema-direita é algo que me entristece.

É legítimo, mas entristece-me.

Se por outros motivos não fosse, porque não terá entendido que fotografia é partilha, é fraternidade, é dádiva sem olhar a quem ou porquê, mesmo que comercial. É procurar o que há de belo no universo, mesmo que horrendo.

É não ter interiorizado que cada bocadinho do mundo que recortamos com o nosso enquadramento e guardamos nos nossos arquivos faz parte de um todo que não dominamos mas que queremos melhor. Por isso o evidenciamos.

Saber que um ex-aluno não o entendeu ou que age em oposição disto significa que, de algum modo, falhei com ele. Por muito que possa saber e praticar de estética ou de técnica.

E isso entristece-me!

 

Pentax K100D, Sigma 70-300


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Prazeres




Coisas que me dão prazer fotográfico.

Entrar num local (real ou virtual) e reconhecer consistência nos trabalhos fotográficos exibidos. Perceber que quem ali está a expor-se tem uma linha de forma ou de conteúdo definidas, quer o próprio o reconheça ou não.

E ainda me dá mais prazer o entrar num local (real ou virtual) onde estão trabalhos de vários fotógrafos e reconhecer um autor de fotografias mesmo antes de ver o seu nome.

Posso não gostar do que vejo ou gostar muito, pouco importa. Mas uma coisa é certa: aquele autor fotográfico é bom.

 

Pentax K7, Sigma 70-300

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Onde e como?




É sabido que há gente especializada em gerir situações como estas. Bombeiros e militares têm gente e meios para tal.

Mas vou pensando nas centenas de pessoas que foram para o terreno para prestar socorro e reconstruir o urgente. Trabalhadores de empresas de várias valências, cidadãos voluntários, soltos ou organizados.

Mas uma pergunta me assalta: onde dorme ou repousa e o que comem e como é confecionado toda esta gente? Foram montadas tendas de campanha com camas equivalentes? Foram instaladas cozinhas de emergência? As unidades hoteleiras e de restauração abriram as portas a estas centenas de pessoas?

É que para além de dar apoio às vítimas, haverá que apoiar para que bem façam o que estão a fazer, nalguns casos tarefas penosas, exigentes e arriscadas.

 

Pentax K7, SMC Pentax 50 1:1,2


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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Depois da tempestade...




Diz o povo que depois da tempestade vem a bonança.

Mas isto anda de tal forma que depois de uma tempestade veio logo outra e atrás desta vem uma terceira, sempre sem a bonança de permeio.

 

Pentax K7, Tamron 18-200


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Not!




Just for the fun (or not)


Pentax K1 mkII, Tamron SP 90 1:2,5

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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Modernices




“Pouco importa o que já fizeste se não te importares com o que ainda podes que fazer.”

 

Eu tenho uma pequena colecção de aparelhos de medida de luz.

Não gosto de lhes chamar de “fotómetros”, já que nem todos me apresentam resultados em “footcandle”. Alguns mostram-me “lux”, outros em Kelvin, outros ainda nem uma coisa nem outra, mas tão só os valores de exposição. Aliás, tenho mesmo um que não possui ponteiros nem célula e que é inerte, dependendo de uma mica graduada e da acuidade visual do utilizador.

Recentes ou bem antigos, incidente, reflectida, de largo ou estreito ângulo, continua ou instantânea, balanço e correcção de cor… tenho de quase tudo. Faltar-me-á um espectómetro, mas não tenho nem necessidade imediata nem meios para o comprar. Claro que nem aqui considero os sistemas de medição integrados nas câmaras.

Aquilo que ainda não tinha usado era a câmara de um telemóvel para aquilatar quantidade de luz. Surgiu agora a necessidade.

Uma conhecida recebeu e recuperou uma vetusta e ilustre câmara. Tudo agora funcional, excepto o “fotómetro” que, como seria de esperar, “morreu” de velho.

Lá lhe indiquei as velhas tabelas impressas no interior das embalagens de cartão em que se vendem os rolos fotográficos e que dão indicações preciosas, ainda que pouco precisas, sobre os ajustes de exposição em função das condições atmosféricas e mais uns trocos.

(É interessante verificar como é raro encontrar alguém que saiba que existia algo impresso no interior dessas embalagens. E, a maioria dos poucos que sabem, nunca o leram ou ponderaram as informações lá contidas. Um pouco como com os manuais de instruções.)

Pois para a ajudar, que a compra de um “fotómetro” está, para já, fora dos planos dessa minha conhecida, sugeri algo de forma errada: algo nunca tinha usado.

Refiro-me a aplicações para telemóvel que medem a luz e nos dão indicações sobre como ajustar a exposição: sensibilidade, tempo, abertura, EV…

Sendo que não gosto de ter pontos de interrogação suspensos sobre a cabeça, mas antes exclamação ou reticências, tratei de ver o que se encontra on-line.

São mais do que esperava. Alguns usam a câmara como sensor, outros um dispositivo adicional. Optei por experimentar um da primeira opção.

Numa primeira abordagem, gostei dos resultados. Comparado com as indicações dadas por duas câmaras e três aparelhos de medida externos, pareceu-me dar resultados medianamente consistentes e fiáveis.

Criei agora o desafio pessoal de usar este método e fotografar com a minha DSLR para tirar as teimas de modo prático.

 

Duas notas, no entanto:

- Independentemente dos resultados que obtiver, não creio que medir luz com um telemóvel dê o mesmo prazer ou afecto que com um fotómetro ou exposímetro;

- Não irei juntar um telemóvel à minha colecção de aparelhos de medida de luz.


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