Numa época em que se consideram mais verossímeis vídeos
encontrados on line que os livros, sinto-me um nico demodée.
Atrás de mim, para além de estantes dedicadas à imagem em
geral e à fotografia em particular, tenho uma secção dedicada a a dicionários,
de todo o género, dos convencionais aos insólitos. Que, além de me terem
proporcionado bons momentos por consulta ou outros motivos, são recurso que
mantenho no activo.
Mas noutras estantes mantenho outros géneros de livros. De muitas
temáticas. Entre os quais este, que pertence a um grupo específico, ainda que
desorganizado no espaço.
Herdei-o faz tempo. Li parte dele e passei para outros, como
quem passa de uma página web para outra. Não por dificuldade na língua,
felizmente, mas porque dando prioridade a outros. Tal como na net.
Tem , para além do texto traduzido do alemão (que não domino
de todo), três acrescentos intersantes: uma assinatura, uma data e um preço.
A primeira recorda-me dos interesses quem o comprou; a
segunda marca no tempo os interesses aquando da compra, fruto de uma recomendação
ou semelhante; a terceira na relativação do tempo e das alterações do valores
neste.
1972, 40 escudos.
Conseguem calcular o valor deste preço neste ano? Bastante caro.
Mesmo muito caro. Será que o seu conteúdo reflete este valor hoje? Ainda que
siga uma linha de pensamento específica e que a ciência dos comportamentos
tenha mudado um pouco, fruto da mudança de abordagens e de metodologias, não
deixa de ser algo que devamos conhecer.
Principalmente nós, os produtores de conteúdos (fotográficos
ou outros) na área da comunicação.
Setenta e quase cinco anos é bastante. Mas não lhe retira
valor nem utilidade.
Sairá da estante e irá para a pilha de livros a ler, bem no
topo, mantendo-se ali à tona dos que forem chegando até que faça parte dos que
foram lidos.
Pentax K1
mkII, smc Pentax-M macro 100 1:4


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