terça-feira, 9 de maio de 2017

Tinha chovido



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Balões



É verdade que sim, que não estão todos do mesmo tamanho.
Mas concordarão que foi um bom trabalho, para quem deixou de fumar ainda não há ano e meio completo e que passou quase meio século a fazê-lo.
Quanto ao parecer haver festa…

Há sempre festa quando a cabeça e o coração mandam. Ou só um deles, à vossa escolha.

By me 

segunda-feira, 8 de maio de 2017

A bandeira



Por motivos que não interessam agora aqui divulgar, há quase um mês hasteei na minha janela esta bandeira.
Tenho um carinho especial pelo objecto e pelo que significa, a ponto de o querer ter sempre a bom recato. Mas desta feita achei que a sua exposição aos elementos se justificava em pleno.
Tenho hoje o prazer de a arrear, intacta, sabendo que o motivo do seu hastear terminou a contento de todos.


Viva a Cataluña e a Estelada!

By me

sábado, 6 de maio de 2017

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- Olha lá: porque é que te desviaste?
- Não viste? Estava ali um formigueiro.
- Sim. E daí?

- Bem, eu gostaria que um elefante se desviasse se eu estivesse no seu caminho.
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Facilitismos



O acto de fotografar é hoje quase tão banal quanto o beber um copo de água.
Um pássaro, uma festividade, um acidente, um raio de luz e já está! Saca-se da câmara, como o cowboy da pistola, e dispara-se, perdão, fotografa-se.
O relativamente baixo custo das câmaras digitais, por vezes disfarçadas de telemóveis, e o quase nulo custo do apertar do botão do obturador - que nome se dará nas câmaras digitais? - faz com que talvez se produzam mais fotografias por unidade de tempo que cigarros fumados. Ainda bem!
Há cada vez mais gente a registar aquilo que vê - e por vezes aquilo que sente - o que permite que um maior número de pessoas tenha acesso a uma forma de expressão que os satisfaça.

Mas este facilitismo tecnológico e, porque não, económico, tem as suas desvantagens!
Por um lado, a fragilidade do seu suporte. As imagens apagam-se com enorme facilidade, com um simples delete, para poupar espaço nos arquivos. Ou ainda perdem-se com avarias imprevistas nos discos rígidos ou ópticos, desaparecendo assim o trabalho e a memória colectiva.
Por outro, o custo zero do disparo faz com que os fotógrafos produzam muito mais imagens de um mesmo assunto, cada uma delas menos pensada, ponderada.
“Clic, clic, clic, à velocidade do processamento da memória ou da prontidão do flash. Alguma delas estará boa. Depois logo se verá!”
A aprendizagem, através da “tentativa e erro” é francamente mais lenta. O guardar na memória electrónica daquilo que o sensor vê é feito com muito menos certezas e muito mais por acasos.

Talvez por tudo isto eu seja um pouco “conservador”!
Ainda que, no momento, quase só utilize equipamento digital e, com ele, siga um pouco “na onda” do acima descrito, sinto alguma nostalgia das câmaras clássicas de película. Em particular as de médio e grande formato.
O custo de cada imagem, tanto a nível do original como do laboratório, implicava algum grau de certeza no acto de fotografar. E a complexidade do equipamento e o seu peso e tempo usado antes e depois da tomada de vista eram tais que só se disparava o obturador pela certa. Gastar trinta ou mais minutos numa fotografia para “deitar fora” não é apelativo!
Estas câmaras, e o seu manuseio, tinham implicações - limitações, desvantagens, vantagens? - que nos levavam a pensar o assunto, na sua forma e conteúdo, que nos levavam a estudar a técnica e a estética de cada imagem antes de a fazer. Que nos obrigava a “VER” a imagem, antes de a obter.
Não significa isto que as imagens produzidas por estas câmaras e métodos fossem melhores que as actuais. A qualidade das fotografias - e do trabalho do Homem - não depende da ferramenta mas dele mesmo e do uso que lhes dá!
Mas levava a uma maior disciplina interior que hoje cada vez mais se vê menos.
No caso da fotografia, cada vez mais se vêem imagens que, sendo bastante razoáveis e tendo grande potencial, poderiam ser muito melhores se o fotógrafo tivesse “pensado” e “visto” a imagem antes de a fazer.
O facilitismo e a quantidade nem sempre - ou raras vezes - significam um aumento da qualidade na mesma proporção.


E contra mim falo, entenda-se!

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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Velharias



E quando oiço “Isso é coisa de velhos, já não se usa!”, lembro-me do Universo, da sua idade, de existirmos nele e de dele dependermos.

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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Photographia



“O monumento tem por finalidade fazer reviver no presente um passado engolido pelo tempo.”, leio no livro “A alegoria do património”, de Françoise Choay.
Em contrapartida, a photographia tem por finalidade perpetuar no futuro a efemeridade do presente, digo-o eu.


Coisas!

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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Rosas e Gerberas



Amam-se as rosas e amam-se as gerberas.
Amam-se os Ferraris e amam-se os 600.
Ama-se o Sushi e amam-se as francesinhas.
Amam-se as sandálias e ama-se o perfume.

E, no meio de tantos amores e desamores, onde ficam os afectos?
Onde ficam as pessoas?
Onde ficam as companheiras ou companheiros?
Onde ficam os abraços e os amassos, os beijos e os abreijos?

Tal como “obrigado” e “desculpe” estão a sair de moda, já pouco se ouvindo, também o verbo “amar” está demasiado banalizado, aviltado, prostituído.

By me

terça-feira, 2 de maio de 2017

Sugestão



Para quem não viu no cinema tem no comércio a sua versão doméstica, menos nobre naturalmente.

Recomenda-se!

By me

Saber fotografar



Difícil não é saber o que fotografar.
Afinal, o mundo está aí, o sol existe e o relógio não pára.
O que é mesmo difícil é saber o que ou o quando não fotografar.
Quando o viver é mais importante que o registo;
Quando a ética é mais vigorosa que o troféu;
Quando o respeito pelo ser humano se sobrepõe às competições “artísticas”;


Quando nos sentimos irmanados e não voyeurs.

By me