segunda-feira, 9 de maio de 2016

domingo, 8 de maio de 2016

WPP



Para aqueles que glorificam o World Press Photo, uma sugestão:
Aproveitem a visita ao certame e procurem depois uma livraria por perto. Garanto que há, mesmo que seja já coisa rara nos tempos que correm.
Em entrando, comprem dois livros. Sim, eu disse dois de uma vez, mas há que fazer loucuras pelo menos uma vez no ano.
São eles o “O pintor de batalhas”, de Arturo Pérez-Reverte, e o “Olhando o sofrimento dos outros”, de Susan Sontag.
O primeiro é um romance, que passa por afectos e desafectos entre pessoas e estas com a fotografia e a pintura.
O segundo é um ensaio sobre a imagem do sofrimento alheio.

Se os lerem a sério, pensando no que um e outro contam e fazem pensar, talvez mudem de opinião sobre o certame fotográfico mais hipócrita que conheço. Apesar de ter excelentes imagens!

E talvez deixem de considerar as reportagens do sofrimento alheio com a mesma displicência com que consultam os folhetos de um supermercado perto de casa, que vos entram pelos olhos dentro pelas caixas de correio, tal como as reportagens pelos jornais ou TVs.

By me

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Gosto à brava da memória selectiva.
Por exemplo:
Há por aí um ex-governante que diz não se recordar de ir fazer inaugurações oficiais.

E eu não me esqueço daquele agente de segurança do referido senhor que agrediu um repórter de imagem, creio que numa inauguração.
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Zuzu e Margarida



Ganhei o hábito de ir dar uma olhada uma vez por dia. Já calhou ser duas vezes por dia.
Refiro-me à câmara em directo numa floreira que nos mostra um ninho de um casal de falcões peneireiros, nos arredores de Lisboa.
Hoje, em abrindo a página, verifico ser hora de almoço por ali: a mãe, Margarida de seu nome, alimentava os seis filhotes. Do pai Zuzu, nada vi, mas presumo que andasse a cuidar do seu próprio almoço ou do lanche da família.
Passado um pouco, e já não havendo bicos abertos a pedir comida, a Margarida ajeitou-se a aconcheou-os no seu calor. Está um Maio ventoso.

Melhor que qualquer novela, reality show ou mesmo série sacada da net.

Onde?

Procurem por “Zuzu e Margarida” e vão dar com a coisa.

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quinta-feira, 5 de maio de 2016

Irresisível



Digamos que há coisas que são irresistíveis ou inevitáveis.
Um exemplo que todos conhecem é o de uma criança pequena e de uma pequena poça de água no seu caminho. É quase impossível que não dê um ou mais passos nela ou, o que é mais provável, um salto bem no meio, com a água a esparramar para os lados.
Creio que só uma voz parental bem autoritária o impedirá.
De igual modo, é quase impossível para uma criança, agora um pouco mais velha, estar junto a uma escada mecânica e não tentar usá-la no sentido oposto ao seu movimento. Desde que não haja ninguém mais velho por perto e com autoridade sobre ela, tentará subi-la se ela descer ou vice-versa. Com um sorriso de orelha a orelha se o conseguir.

Já para mim, ser-me-ia impossível passar junto a uma cabine telefónica, numa estação de caminho de ferro, ouvi-la a tocar, não estar ninguém por perto com ar de quem está à espera de uma chamada, e não atender o raio do telefone. É uma tentação irresistível!
Mesmo que do outro lado perguntem “Quem fala?”, que eu responda “Eu, mas foi você que ligou” e que desliguem na outra ponta.
Confesso que fiquei a olhar para o diabo do auscultador a tentar perceber o que se passava. E ainda fui verificar se não estaria mascarrado ou com graxa, partida bem velha. Nada disso.
Suponho que do outro lado também terá havido uma tentação irresistível: ligar para um número à-toa e tentar saber onde vai parar.
Também o fiz, há quarenta e tal ou cinquenta anos, numa época em que não era possível detectar o número de origem de um telefonema.

Divertido e irresistível!

By me

Citação

"Uma pintura ou um desenho são considerados uma falsificação quando se descobre não serem do artista a quem tinham sido atribuidos.
Uma fotografia - ou um documento filmado a que se pode aceder na televisão ou na internet - é considerado uma falsificação quando se descobre que engana quem vê quanto à cena que alega representar."

Susan Sontag
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A estátua de D. Sebastião na estação do Rossio ficou destruída.
A Infraestruturas de Portugal informou que pretende restaurar o monumento.

Prestigiados escultores portugueses já procuram fotografias de corpo inteiro de Marcelo Rebelo de Sousa.

Smile



Smile!

The Big Brother is watching you.

By me 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

A espera é



A espera é aguardar pelo sinal verde e ter prazer nisso.

By me

A quem possa interessar



By me