Não vale a pena pensar de outra forma!
Escancaradas que estão as hostilidades no leste europeu,
estamos a ser bombardeados com informação. Opiniões de especialistas, políticos
a falarem com alguma cautela mas hostis a uma das partes, repórteres e
correspondentes no local, dizendo o que podem sobre os acontecimentos a que
assistem...
A guerra está aberta e a comunicação social é uma das armas.
Claro que o imediatismo é importante. Não apenas o público
quer saber como o negócio da informação vive de ser o primeiro a noticiar.
Uma das formas de comunicar, mas mais lenta, é a fotografia.
Pese embora os meios de fazer e enviar as imagens recolhidas, o consumo de
imagens prefere as que sejam animadas, com som, que encham os noticiários.
Veremos apenas daqui a uns tempos as “belas” fotografias da
frente de combate, com material e gente a sofrer as consequências das decisões
de quem está no conforto dos gabinetes. E, como é de esperar, mostrando os
acontecimentos do ponto de vista do público a que se destina. E se os
fotógrafos são ocidentais e vendem os seus trabalhos para jornais ou agências
noticiosas ocidentais, serão quase de certeza imagens defensoras das perspectivas
políticas ocidentais.
No entanto, esta abordagem parcial de um conflito mortal não
é original.
Sugiro que se comparem as fotografias feitas há uns 150
anos, pouco depois da invenção da fotografia. Em particular as feitas na guerra
da Crimeia com as da guerra civil Norte-Americana.
Se esta mostra imagens de destruição e de vítimas do
conflito, numa clara demonstração da violência dos combates, já as feitas na
Crimeia, por correspondentes Britânicos, são muito mais tranquilas, mostrando
aquartelamentos e soldados em bom estado e saudáveis. Havia, neste caso, que
tranquilizar os Ingleses sobre o que acontecia com os seus compatriotas na frente
de combate.
As fotografias não mentem. Agora a forma e com que intuitos
são feitas dependem dos objectivos dos fotógrafos no local e da utilização que
lhes forem dadas.
Pentax K100D, Sigma 70-300
By me


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