quarta-feira, 15 de julho de 2026

Color Finder




Não, isto não é uma imagem da frente e verso de um mesmo aparelho de medição de luz.

São dois fotómetros quase identicos: o mesmo fabricante, o mesmo sistema interior, o mesmo aspecto exterior, o mesmo nome. A única diferença está na parte de trás do aparelho.

Nela consta o que aqui se vê e a que o fabricante, Gossen, deu o nome de color finder.

Nos anos ’60, bem antes do digital, haveria que ter bem em conta qual a temperatura de cor existente no local. E se os profissionais, com mais poder de compra, tinham o caríssimos termocolorímetros, os amadores tinham este sistema engenhoso que, não sendo rigoroso, dava uma ideia aproximada.

Em olhando para as duas barras coloridas, uma continua, a outra dividida em pequenos quadrados, e colocando tudo isto sob a luz do assunto, um dos quadrados seria mais parecido visualmente com a outra barra. E a escala lida nos diria, mais ou menos, a temperatura de cor existente. Simples, pouco rigoroso mas bastante facilitador do trabalho.

Os sitemas electrónicos e os automatismos ou ajustes manuais de hoje não dão a mais pálida ideia do que era fotografar em côr há 60 anos.

Suponho que os aparelhos que possuiam o Color Finder seriam um pouco mais caros que os seus iguais sem tal acréscimo. E que menos se venderiam então. Por isso o não ser muito fácil de os encontrar à venda no mercado de  usados, pelo menos por cá. E fazia tempo que procurava um exemplar. Veio este agora.

O que acaba por ser interessante é que boa parte de quem vende fotómetros e que não é comerciante, é um aficionado pela fotografia ou um profissional. Indo mais longe, tenho três aparelhos que me foram vendidos por directores de fotografia que, por este ou aquele motivo decidiram “despachar” as velharias das gavetas. E, na sua maioria, ficaram mais que satisfeitos por fazer negócio com alguém que estima este tipo de equipamento, conhece o ofício e com quem pôde estar uns bons minutos de conversa sobre a actividade.

O prazer de uma coleção não está apenas na posse do que a constitui. Esse será um aspecto com menos de metade do peso. A satisfação está na caça e no encontrar das peças que se procuram e na aprendizagem que se pode obter conversando e ouvindo quem as vende. Essa é a verdadeira riqueza e não há dinheiro que a pague.

 

Pentax K1 mkII, smc Pentax-M macro 100 1:4


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