terça-feira, 4 de outubro de 2016

Palavra de honra

Há uns anos necessitei de recorrer aos serviços de uma advogada para poder ser ressarcido de uns dados sofridos.
A dado passo, e no decurso da conversa de preparação da acção, a senhora tenta convencer-se a apresentar-me em tribunal mentindo, queixando-me de coisas de que não me queixava.
Serviria isso para justificar os danos não patrimoniais e ser indemnizado por isso.
Achei que não!
No meu quotidiano não minto e não faria sentido ir mentir em tribunal, onde é crime.
Prescindi dos seus serviços e acabei por não receber o dinheiro em causa. Achei que era preferível isso (como se constata, sobrevivi sem a indemnização) a ter que mentir. E vou mantendo a atitude em tudo quanto posso, seja qual for o preço.
Mas o contrário também é verdade: não quero por perto gente que me minta.
Pouco importa que a mentira seja grande ou pequena: se for mentira quero distância na convivência.
Se se tratar de vizinhos, parentes, pessoas do âmbito profissional, faço com que essa distância seja tão grande quanto o possível. Se não houver essa “obrigatoriedade” de co-existência, trato de tornar essa distância equivalente a infinito.

Quanto ao resto, sirva a carapuça a quem servir.

By me

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

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Ao procurar um livro aqui em casa (que não encontrei mas que também não me deixou particularmente preocupado) constato o que se vê na imagem:
Possuo dois exemplares de Fahrenheit 431, de Ray Bradbury. Ambos da mesma editora e com a mesma tradução, editados com um intervalo de nove anos. As diferenças? A fotografia de capa.

Assim, e sendo absurdo possuir dois exemplares de um mesmo livro a dormir na estante, aceito sugestões que me cativem de troca por qualquer outro. Será entregue o exemplar que ainda não foi lido.

By me

Diferenças



A principal diferença entre crentes, por um lado, e ateus e agnósticos, por outro, é que só os primeiros se sentem ofendidos se as suas crenças ou falta delas são postas em causa.
Por outras palavras, um agnóstico ou um ateu aceita que a sua forma de pensar ou sentir seja posta em causa, discutida, contradita… Exactamente aquilo que um crente não aceita e ao qual reage por vezes com violência.
Indo mais longe, nunca ouvi falar em guerras ou chacinas em nome do ateísmo ou agnosticismo. Já em nome de um deus…

Não me venham falar em tolerância religiosa!

By me 

domingo, 2 de outubro de 2016

A biblioteca

Esteve em Lisboa hoje? Não?! Pois fez mal!
Esteve em Lisboa e foi ao jardim da Estrela? Não?! Pois fez muito mal mesmo!
Que, e para além de não ter gozado da tépida e mais que simpática tarde, não teve oportunidade de ver aquele coreto bem animado com música ao vivo com duas bandas, uma de metais e cordas a outra de percussão que, quer trabalhando sozinhas, quer em conjunto, nos encheram a alma com temas conhecidos e outros que gostámos de conhecer. Para já nem falar das que actuaram antes ou depois daquilo a que assisti.
Mas também não tiveram a oportunidade de usufruir desta biblioteca pública de jardim, assim renovada e adaptada.
Mas, claro, o jardim da Estrela é, por si só, todo um mundo de surpresas.
E só quem não o conhece pode ficar surpreendido com isso.



Nota fotográfica adicional: esta é a tal luz de que tanto gosto.

By me

São espertos



Como se diferencia o arame farpado usado para cercar ou conter gado do que é usado para cercar ou conter humanos?
O é usado com humanos tem as farpas com uma distância entre si inferior à largura da mão de um adulto. Assim, não é possível que o agarremos sem que nos espetemos.

Eles sabem o que fazem!

By me

sábado, 1 de outubro de 2016

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Volta e meia faço isso aleatoriamente. Agora foi uma espécie de desafio orientado, tendo uma página marcada.
“Pick up the nearest book to you, turn to page 45. The first sentence explain your love life.”
O livro intitula-se “Olhando o sofrimento dos outros”, de Susan Sontag (sim, ainda está em cima da minha mesa) e na página 45 encontra-se:
“Em que é que protestar contra o sofrimento é diferente de o reconhecer apenas?”

Vale o que vale.

Nada de especial:



Só um auto-retrato.

By me

Bolas



De súbito olho para a fotografia escarrapachada num jornal e pergunto-me:
“Será verdade?”
Dei duas ou três voltinhas na Net e confirmei a veracidade do que me assaltara:
Dos países como os conhecemos, Portugal é o que há mais tempo tem abolida a pena de morte. Honra nos seja feita.
Então porque raio as camisolas dos jogadores de uma equipa de futebol publicitam quase até à exaustão um país onde ela é aplicada.
É isto tão absurdo quanto o querermos que o desporto seja algo de exemplo entre os jovens e termos a selecção nacional de futebol patrocinada por uma empresa de bebidas alcoólicas.
Eu sei que não gosto de competição em geral e futebol em particular. Estas contradições e absurdos apenas reforçam os meus sentimentos.

Nota adicional: eu sei que este post não me trará muitos amigos, mas esse não é o objectivo.


Imagem palmada da net
By me

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E quando é que começamos a ter noções reais do nosso próprio prazo de validade?

Quando temos saudades de ex-colegas que são bem mais novos que ex-alunos!
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"Posso fazer uma pergunta indiscreta?", disse para a mocinha, sabendo que me responderia que sim.
"Quantas vezs por dia diz "com licença" no decurso do seu trablho?"
Ficou a olhar para mim, riu-se e retorquiu meio a medo:
"Não sei. É uma questão de boa educação."
Não respondi. Dito daquela forma não é educação: é formatação!
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