sábado, 6 de agosto de 2016

Prazeres



Só no regresso a casa, no ocupar o tempo que medeia entre o embarcar e o desembarcar, a sós com os meus prazeres, lhe dediquei a atenção que merece.

O prazer de boas fotografias bem impressas é algo que se faz a solo, mesmo que num comboio suburbano quase cheio.

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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Chama



Não sou um especialista em desporto. Nem como praticante nem como público.
Mas é importante saber-se que amanhã, dia cinco de Agosto, não começa uma olimpíada. Começam, antes sim, os Jogos Olímpicos.
Porque a Olimpíada é o período que decorre entre o encerramento de uns jogos e o início dos seguintes, quatro anos depois.
Fica a informação para o público em geral e alguns jornalistas em particular.
De igual forma, aquilo que tem corrido mundo não é a tocha olímpica.
Aquilo que tem corrido mundo é a Chama Olímpica, ardendo numa tocha, numa candeia, numa vela, no que quer que seja, desde que a chama se mantenha acesa. E é essa Chama, essa energia, o seu simbolismo de força e pureza, que é levado de uns Jogos Olímpicos para os seguintes, culminando no mediático acender da pira olímpica. Acto esse que dá início aos Jogos.
Fica a informação, de igual forma para o público em geral e para alguns jornalistas em particular.
Tal como disse, não sou especialista em desporto.
Aliás, não gosto de desporto. Que o desporto implica uma vitória e um montão de derrotas. O que significa que alguém é melhor que os demais. Ora na minha cartilha, somos todos iguais, com o mesmo valor e importância. A única competição que aceito é a que pratico comigo mesmo, tentando ser hoje melhor do que fui ontem. Nunca melhor que alguém.
Em qualquer dos casos, o saber não ocupa lugar. E faz-me saltar a tampa o ver jornaleiros a dizer disparates maiores que um estádio olímpico. Os mesmos jornaleiros que assumem para si o papel de formar e informar o “pobre coitado” do público ignorante.


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Fotografia



Fotografia vista à lupa
Exercício prático em 3 de Agosto de 2014 sobre "o que é a objectiva"

Para os cépticos que duvidam de certas técnicas, aqui fica um exemplo menos comum:
Uma fotografia feita com uma objectiva constituída exclusivamente por uma lente, com 100mm de distância focal, montada num fole de macro-fotografia para focagem.
Medição de luz usando o sistema da câmara.
A imagem da direita teve uma exposição de 1/2500, e uma abertura plena de cerca de f:2,8.
A da esquerda teve uma exposição de 1/60 e um orifício frontal feito num cartão com uma abertura de cerca de f:16.


É isto importante? Talvez não, mas este é o grupo que viu fazer a fotografia, que espreitou pela câmara e que viu construir a dita objectiva.

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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

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“Vai-te quilhar!”
Um termo que já não ouvia ou via escrito faz bastante tempo. E que também não usava faz bastante tempo.
Vou voltar a velhos hábitos e reintroduzi-lo no meu vocabulário.

Com sorte, só terei que o usar umas três ou quatro vezes por dia. Com sorte.
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Responsáveis de pacotilha



Aqueles que me conhecem um bocadinho só que seja far-me-ão a justiça de não me considerarem defensor do sistema monárquico. Espero eu.
Que essa coisa de se aceder ao poder total ou parcial de um país apenas porque se nasceu filho de ou de não me convence. A gestão de um país e do que acontece com os seus cidadãos é coisa que tem que ser feita por aqueles que eles escolham e não por quem lhes é imposto. P’las armas ou p’lo nascimento.
Mas uma coisa tenho que reconhecer no sistema monárquico: os herdeiros da coroa, e supondo não haver trocas nem “batotas” na sucessão, são pessoas treinadas desde tenra idade para tal cargo. Na política, na economia, na gestão de vontades e interesses… Poderão ter personalidades mimadas ou perversas, mas foram treinados ou educados para o cargo.
E um dos treinos que receberam foi o de cumprir ordens. Ainda que pudessem chegar ao topo da hierarquia do estado, passavam algum tempo obedecendo a alguém que tinha poder sobre ele (em regra num ambiente militar), sabendo na pele o que é cumprir e obedecer sem poder ripostar ou contestar as instruções recebidas.
Claro está que, em muitos casos, este “cumprir de ordens” era pouco menos que cerimonioso, não passando o candidato a rei por situações humilhantes ou degradantes. Mas nem sempre.

Nos tempos que correm, todos os anos saem fornadas de licenciados das faculdades a quem foram dados certificados de capacidade de gestão de meios materiais e humanos sem que os diplomados algumas vez soubessem na pele o que é obedecer, o que é cumprir ordens, o que é fazer coisas desagradáveis e não as poder contestar.
São estes licenciados que acabam por assumir cargos de gestão nas empresas e/ou país, dando ordens e decidindo sobre a vida e futuro de seres humanos baseados em manuais que decoraram mas que nunca entenderam, em lógicas economicistas, em gráficos e estatísticas. E decidem sobre o país ou empresas como um general de decide um avanço, fazendo as contas a quantas baixas mortais haverá do seu lado e considerando-as como aceitáveis.
Gestores de pacotilha e políticos de dez reis de mel coado é o futuro que nos espera, a menos que decidamos que quem tome essas decisões saiba o que é obedecer e cumprir, e que, ao fazê-las, saiba na pele o preço das difíceis.
É muito possível que, nas mesmas circunstancias sócio-político-económicas tanto um gestor de pacotilha como alguém que subiu a pulso tomem as mesmas decisões. A diferença estará que o segundo ponderou aspectos humanos que o primeiro nem suspeita que possam existir.

Não sou Monárquico. E, sendo Acrata, entendo que a Democracia é o mal menor.

Mas em tendo que escolher alguém para tomar algum tipo de decisão em nome dos cidadãos, quero alguém em cujo perfil conste que realmente trabalhou e que aprendeu a trabalhar o que é o respeito pelo seu igual. Nunca alguém que, talvez, o tenha lido num livro enfadonho e posto de lado porque não ensina a subir rapidamente ao poder.

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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Paridades



Deduz-se do abaixo transcrito que a palavra de um deputado tem mais valor que a minha ou mesmo a sua que está a ler isto.

“Resolução da Assembleia da República nº21/2009, de 26 de Março (tp)

6 - Os Deputados têm o direito de apresentar justificação para as faltas, nos termos estabelecidos no respetivo Estatuto e no Regimento, observando as respetivas exigências de fundamentação.
7 - A palavra do Deputado faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais. Quando for invocado o motivo de doença, poderá, porém, ser exigido atestado médico caso a situação se prolongue por mais de uma semana.

…”
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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Just for the fun



By me

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Começou Agosto.
E começou o corrupio de notícias fúteis, absurdas, quantas vezes sem verificação de autenticidade.

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Sombras



Aquilo que o Homem tem feito ao longo dos milénios é tanto e tão variado que seria fútil tentar saber tudo. No campo das artes, das ciências, do pensamento, nas evoluções e regressões sociais…
Perante a inutilidade de tudo tentar saber, resta a cada um de nós optar por saber aquilo que entende por importante para a sua vida. Profissional ou pessoal. E, igualmente importante, saber onde está o saber caso venha a disso necessitar.
Acessoriamente, as escolas orientam estes saberes e aprendizagens nos diversos campos, fornecendo ao estudante as bases daquilo que passarão toda uma vida a aprender.
Será papel do pedagogo escolher estes saberes básicos e disponibiliza-los ao estudante por uma ordem lógica, bem como satisfazer as curiosidades que possam advir dos saberes adquiridos. Tal como deve permitir que o estudante saiba onde e como ir buscar mais saber ou conhecimento: bibliotecas, pessoas, web, museus, locais de investigação… Dizia alguém que, nos tempos que correm, o importante não é saber mas antes saber onde o saber está e querer ir buscá-lo.
Claro está que o que será básico num dado campo de actividade será não-básico, talvez mesmo supérfluo, noutros campos. E este é, também, o papel do pedagogo: definir prioridades na aprendizagem do estudante.
No entanto, saberes existem que são comuns a todas as vertentes do conhecimento básico. A tabuada, o primeiro rei da nacionalidade, o teorema de Pitágoras, o oceano que banha o seu país, a sua língua e uma língua generalizada… Talvez que não básicos para a actividade profissional, mas para viver integrado na organização social que o envolve.
Um destes dias constatei que um jovem com curso na área da comunicação audiovisual ignorava por completo o que fosse a “Alegoria da Caverna”. Sabia que Platão fora um filósofo antigo, ainda que não de que época ou civilização, mas não sabia nem o nome nem a história ou conceitos nela descritos.
Fiquei boquiaberto! Como é possível alguém ter uma formação profissional sólida neste campo sem conhecer os primórdios da sua criação, do seu pensamento, do conceito de realidade e representação?
Tratei de, em duas penadas, colmatar aquela falha, mas tive pena de quem me estava a ouvir. Não são coisas que se expliquem (ou se aprendam) em duas penadas. Até porque o saber necessita de ser digerido.
Mas fiquei a pensar que andamos a formar gente que saberá utilizar a ferramenta com que trabalha, mas que ignora os conceitos que lhe estão inerentes para além daquilo que vêem no ecrã do computador.
Pergunto-me o que irá acontecer a esta geração, quando já tiver a categoria de avós, bem como aquilo que será disponibilizado aos seus netos pelos que então forem pedagogos.

Talvez que só saibam reconhecer uma sombra e que desconheçam por completo a tridimensionalidade ou as cores.

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