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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

8:15




Numa manhã de chuva e vento, quem leva a melhor:
Quem se desloca com quatro rodas de borracha e sob uma cobertura de aço ou quem caminha com botas de borracha e sob uma protecção de madeira e pano?

By me 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

20:30




Sabemos que na luta entre as viaturas e os peões, estes são o elo mais fraco, em regra desprezado pelos automobilistas.
Isto é notório nas ocupações dos passeios e passadeiras por carros estacionados, pela não cedência de prioridade onde deveria sê-lo, etc.
Mas é mais notório ainda em dias de chuva, em que caminhar na via pública é bem mais complicado, em que atravessar uma via nas zonas previstas é ainda mais necessário. É incrível como nestes dias a cedência de prioridade é ainda menor e como parece que alguns automobilistas têm prazer em passar com a sua viatura pelas poças de água que se formam no asfalto bem junto aos passeios.
E é tanto mais curiosos quanto, em conhecendo a via e as covas, se sabe que com bom tempo elas são evitadas pelos automóveis.
É caso para dizer que quem anda à chuva molha-se e, se for no passeio, por cima e por baixo.

Texto e imagem: by me

10:00




De um lado e do outro do quadro sinóptico, eis o que se pode ler.
Por acaso não costumo viajar sem bilhete. Uma questão de coerência comigo e com o colectivo.
Mas hoje até que me não importaria de correr o risco de pagar uma multa, desde que pudesse viajar.

By me

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

10:30




Quando entrei no quiosque onde habitualmente compro cigarros, disse-me a empregada, mulher de trintas e muitos, brasileira:
- Ai, sr. Duarte! Sabe o que vai acontecer amanhã à noite? Vai cair um enoooorme meteoro na Terra! Sabe a que horas é? Sabe onde? Estava à espera que por cá passasse para lho perguntar. Ai, que vai ser de nós?!
Primeiro fiquei espantado, depois sorri, sabendo que a sua preocupação, a roçar o pânico, não lhe deixaria notar a minha condescendência.
Lá lhe expliquei que se tratava de um asteróide, bem identificado, com cerca de 400 metros de diâmetro e que não, não iria cair na Terra mas sim passar entre esta e a Lua. Tal como está previsto. E que o evento, de acordo com os astrónomos, acontecerá algures entre as onze e a meia-noite.
- Ah! Então vai ser aquele clarão na noite!
Pois acrescentei que não, que não seria visível a olho nu. Contei-lhe a diferença entre cometa, asteróide e estrela cadente e que estes ardem em contacto com a atmosfera. E este não roça sequer a atmosfera. Exemplifiquei mostrando o tamanho de um punho como sendo a terra e dizendo que o que aí vem será, comparativamente, menor que a pontinha de uma agulha, bem longe do ar que envolve a Terra.
Rimo-nos os dois, enquanto entrava mais um cliente. Saindo eu, ficou ela bem mais aliviada. E soubemos os dois que passaria as próximas duas noites com sonos tranquilos.

Resta contar porque esperava ela que eu viesse para mo perguntar.
Que tenho o hábito de ir divulgando, em os sabendo, os fenómenos astronómicos visíveis e dignos de serem vistos, os mega espectáculos que a natureza nos oferece, a custo zero. Porque sei que as pressas e as pressões da vida urbana ofuscam a possibilidade de as saber ou desfrutar.
Até porque só são divulgadas pelos media quando passíveis de serem transformadas em sensacionalismo. Ou servirem de distracção para uma qualquer medida legislativa ou fiscal de pouco agrado.
Fiquei eu à espera da carreira urbana que me levaria ao meu destino temporário, enquanto o 2005YU55 continuará em trânsito, com uma rotina prevista de cinco anos. Como tudo o resto, é uma questão de escalas e paragens.

Texto e imagem: by me

sábado, 5 de novembro de 2011

22:00






A meia distância entre a modernidade e a antiguidade.
Ou, se preferirem, a neio caminho entre o posto de trabalho e a cancela do complexo.


By me

12:10




E, numa manhã de sábado, em que o sol tapa e destapa e a chuva vai dando um ar da sua graça, o que se vê p’la janela do autocarro que me leva, inexoravelmente, para o trabalho?
Uma cidade quase sem carros nem autocarros, quase tão triste quanto o meu ânimo.

By me

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

18:04



Quase hora e meia para fazer o trajecto do ponto A para o ponto B.
Quase o mesmo tempo que consumo regularmente de autocarro e comboio entre os mesmo pontos.
É verdade que, no meu transporte habitual, não vou tão confortavelmente sentado. É verdade que também não vou à conversa com quem conheço e estimo. E é igualmente verdade que não estou ao abrigo dos encontrões, algum frio ou chuvas nas esperas nem de atrasos desesperantes anunciados com vozes maviosas.
Mas também é certo que, hoje, não pude ler um pouco, não pude escrever algumas linhas, que não pude aprender com os meus concidadãos nem observar carinhas larocas. E se pude fotografar foi porque à frente da minha avantajada barriga não estava um igualmente redondo volante.
Pergunto-me com frequência porque raio tantos gastam tanto tempo e dinheiro nas viagens que fazem solitários dentro dos seus “sobretudos de lata”quando podem viajar com tranquilidade e ainda fazerem render esse tempo.

By me

7:20




É daqueles comportamentos que, tendo graça, não encontro explicação.
Estando à espera de comboio, toda a gente olha para onde calha ou para onde os seus interesses lhe levam  o olhar: uns para coisa nenhuma, outros para um jornal gratuito, outras para um espelho de maquilhagem, outros para olha para o espelho…
Em sendo anunciada a próxima chegada da composição, quase todos se aproximam da beira do cais, guardando as seguras distâncias. E todos ficam a olhar para o comboio que chega.
Ora o comboio que chega é igual a todos os que já chegaram e é igual a todos os que hão-de chegar. Param todos no mesmo sítio, mais ou menos meio metro. A quantidade de lugares vazios é sempre a mesma, mais ou menos um ou dois, àquela hora.
Pergunto-me, assim, por todo nós olhamos para aquilo que estamos fartos de conhecer, tentando antever aquilo que se sabe como quase imutável?

By me

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

16:55




Parar onde ninguém pára e olhar para onde ninguém olha pode levar-nos a ver aquilo que talvez apenas o arquitecto tenha visto:
Um ritmo uniforme, regular, quase tão entediante quanto a sequência de chulipas ou de postes ao logo da Vida férrea.

By me

7:37




Um dos truques para se Viajar é saber fazer agulha quando necessário.

By me

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

17:30




É bonita, a estação. E também é desconfortável, o diabo da estação. Mas é bonita.
E entre uma coisa e outra, a estação provoca-me um outro sentimento, não tão bonito e, por certo, igualmente desconfortável: inveja.
Enfim, talvez esse seja um termo violento. Nostalgia é mais a palavra.
Que estando eu aqui, na estação, esperando a composição que me há-de levar de regresso a casa no fim de um dia de trabalho, fico invejoso daqueles que partem. Melhor, fico nostálgico das partidas que fiz.
Para onde irão (para onde fui)? Por onde irão (por onde fui)? Porque irão (porque fui)?
Por vezes, em estando à espera da composição que me há-de levar de regresso, tenho ganas de saltar as linhas e os cais e partir também. Não importa de onde nem para onde, desde que vá.
Que nestas coisas de viagens (da Viagem) o importante não é para onde. Qual o destino é pouco importante. O excitante, o agradável, o ternurento na Viagem é ir.
Um dia vou! Que entretanto, vou apenas indo!

By me

7:35




Um conflito, velho de milénios, entre a Luz do Homem e a Luz da Natureza.

By me

terça-feira, 1 de novembro de 2011

17:35




Igualmente deserto, desta feita no regresso a casa.
Mas não espanta: para além de ser feriado, todos os que desembarcaram correram rapidamente pelas escadas em busca do “lar-doce-lar”.
Antes que a noite os apanhasse.
Ficou um escrevinhador de luz, que gosta de encontrar diferenças onde os outros encontram rotinas.

By me

7:20




Sete e vinte da manhã, numa estação ferroviária suburbana, direcção Lisboa.
Só pode ser mesmo um feriado ou um domingo, que em dia algum que não estes haveria tão pouca gente à espera.

By me